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Polônia dá guinada à direita em eleições gerais | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pesquisas de boca-de-urna indicam que uma coalizão composta por um partido conservador e um de centro-direita vai formar o novo governo da Polônia. As pesquisas mostram que o conservador Partido da Lei e da Justiça (PiS) conseguiu 28% dos votos nas eleições gerais deste domingo, e seus aliados da Plataforma Cívica (PO), um partido centrista, ficaram com 24%. Já a Aliança da Esquerda Democrática, do atual primeiro-ministro, Marek Belka, ficou com 11% dos votos – um patamar muito inferior dos 41% que a garantiram no poder em 2001. A eleição foi a primeira desde que a Polônia se integrou à União Européia, em maio de 2004. Mas o comparecimento às urnas não foi elevado – estima-se que menos de 40% dos eleitores votaram no domingo, em comparação com os 46% de 2001. Divergências Analistas dizem que os eleitores estão irritados com o governo de centro-esquerda por causa de uma série de escândalos de corrupção e sua incapacidade de reduzir o desemprego. Os dois partidos que emergem como os prováveis vencedores do pleito têm suas raízes no movimento Solidariedade, que, sob a liderança de Lech Walesa, se notabilizou pelo combate à ditadura comunista nos anos 1980. Mas eles divergem em temas como a política tributária e fiscal. O PiS defende ajudas aos pobres por meio de cortes de impostos e benefícios sociais e suspeita do liberalismo econômico, enquanto o PO promove as forças do livre mercado e quer implantar um imposto único de 15% sobre a renda, o lucro das empresas e as vendas de produtos. Dentro de duas semanas os poloneses voltam às urnas para eleger um novo presidente, com Lech Kaczynski, do PiS, e Donald Tusk, do PO, colocando-se como principais candidatos para suceder o atual mandatário, Alexander Kwasniewski. |
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