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Atualizado às: 25 de setembro, 2005 - 19h02 GMT (16h02 Brasília)
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Ataques de Israel a Gaza matam dois palestinos
A escola Akram, que foi atacada
Escola Akram havia sido criada pelo fundador do Grupo Hamas
Pelo menos dois palestinos morreram neste domingo em um ataque aéreo realizado pelo Exército de Israel na Cidade de Gaza.

Uma das vítimas seria um dos líderes do grupo militante Jihad Islâmica.

O ataque aconteceu depois que o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, ordenou que fossem realizados ataques "irrestritos" contra os militantes palestinos depois que pelo menos 36 foguetes atingiram Israel na madrugada de sábado.

O principal negociador palestino, Saeb Erekat, disse que a situação nas últimas horas estava caminhando para o colapso do cessar-fogo oficial e pediu a intervenção do presidente dos EUA, George W. Bush.

Hamas

Durante a madrugada deste domingo, o Exército israelense realizou uma série de ataques aéreos, ferindo pelo menos 19 pessoas, e também prendeu mais de 200 militantes suspeitos na Cisjordânia.

O alvo das aeronaves israelenses foi a escola Akram, criada pelo fundador do grupo militante Hamas, xeque Ahmed Yassin.

Os israelenses afirmam que o estabelecimento era usado para levantar dinheiro para o grupo.

Tropas israelenses foram enviadas para a fronteira com a Faixa de Gaza.

Autoridades citadas pelo jornal Haaretz afirmaram que a nova operação militar na Faixa de Gaza visa assegurar que não aconteçam mais ataques com foguetes, tais como os que atingiram a região de Sderot na madrugada de sábado e feriram cinco pessoas.

Elas também disseram que o país pretende retomar a política de ataques para matar militantes selecionados e isolar a Cisjordânia e a Faixa de Gaza.

Sharon disse a seu gabinete que, depois que dezenas de foguetes foram lançados de Gaza contra Israel, "não haveria restrições no combate aos terroristas".

"Não pretendemos realizar uma única ação, mas sim uma ação contínua com o objetivo de ferir os terroristas", disse o premiê.

O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, expressou preocupação com a escalada de violência na região desde a sexta-feira.

Um correspondente da BBC em Jerusalém diz que os confrontos acontecem num momento em que Sharon sofre contestações à sua liderança dentro de seu partido, o Likud.

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