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Afeganistão realiza eleição parlamentar histórica | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Mais de 12 milhões de eleitores estão votando neste domingo no Afeganistão nas primeira eleições parlamentares e locais do país em mais de 30 anos. Mais de 6 mil candidatos concorrem no pleito. Entre as dificuldades da organização, estão estradas e meios de transporte problemáticos e o analfabetismo. Na capital Cabul, por exemplo, a cédula dos eleitores é um folheto de sete páginas com fotografias de 400 candidatos, apenas para as eleições parlamentares. O maior problema, entretanto, é a ameaça de violência. Segurança Dois policiais e um soldado francês foram mortos em incidentes separados neste domingo. Um ataque de morteiros a uma instalação da ONU (Organização das Nações Unidas) próxima à Cabul, feriu um funcionário da instituição. Existe a expectativa de que antigos integrantes e simpatizantes do Talebã – grupo deposto pela invasão comandada pelos Estados Unidos em 2001 – tentem sabotar as eleições. Na cidade de Kandahar, um dos antigos redutos do grupo, foi proibida a circulação de veículos por motivos de segurança. A segurança está a cargo de mais de 70 mil forças de segurança, nacionais e estrangeiras. Resultados Cerca de 40 mil policiais e soldados afegãos, apoiados por mais 30 mil soldados americanos e da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), patrulham áreas próximas a secções eleitorais no Afeganistão, neste domingo, nas primeiras eleições parlamentares e provinciais no país em 30 anos. O representante da Organização das Nações Unidas (ONU) no Afeganistão, Jean Arnault, disse que, apesar de recente violência no país, ele está convencido de que a votação não será prejudicada. Um porta-voz do grupo rebelde Talebã reivindicou na sexta-feira o assassinato de um candidato às eleições. Resultados preliminares só deverão ser divulgados dentro de algumas semanas. O candidato assassinado, Abdul Hadi, foi arrastado na noite de quinta-feira para fora de sua casa, na província de Helmand, antes de ser morto a tiros. Ele foi o sétimo candidato assassinado durante a campanha. O ataque a Hadi ocorre em meio aos alertas de segurança e o clima de medo com a proximidade da votação e a possibilidade de que grupos armados tentem atrapalhar a eleição com violência. As autoridades americanas e afegãs esperam que a eleição de um novo Parlamento e de 34 conselhos provinciais ajudem a enfraquecer os insurgentes do Taleban, cujos ataques já mataram mais de mil pessoas nos últimos seis meses. |
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