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Xiitas sugerem culpa de sunitas na tragédia de 4ª feira | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Líderes xiitas no Iraque acusaram insurgentes sunitas, simpatizantes de Saddam Hussein, de terem iniciado os boatos que criaram o pânico na multidão de peregrinos na quarta-feira, em Bagdá. Mais de 960 pessoas morreram na tragédia aparentemente provocada por boatos de um ataque suicida iminente. O ministro do Interior do Iraque, Bayan Jabor, está entre as autoridades xiitas que responsabilizaram os insurgentes sunitas pelo que aconteceu, mas o ministro da Defesa do Iraque, Saadoun Al Dulaimi, que é sunita, disse que a tragédia não tem relação com as divisões étnicas e religiosas do país. O primeiro-ministro do Iraque, Ibrahim Jaafari, rejeitou a proposta, mas prometeu ser duro contra os responsáveis. Apelos "O período que se aproxima vai ser testemunha de desenvolvimento estratégico na confrontação do terror e dos terroristas. E nós vamos atingir duramente os assassinos, os militantes radicais e os saddamistas", disse Jaafari em nota oficial nesta quinta-feira. O ministro da Saúde iraquiano, Abdul Mutalib Mohammad Ali, defendeu a demissão dos ministros da Defesa e do Interior por não terem protegido os peregrinos. Jaafari, porém, disse que os ministros fizeram o possível para garantir a segurança dos peregrinos. Líderes comunitários estão fazendo apelos para que as pessoas tenham calma, por receio de que a tragédia provoque ainda mais violência. A maioria dos mortos é de mulheres e crianças, que foram esmagados ou se afogaram no rio Tigre, quando a multidão entrou em pânico e correu para fugir da mesquita de Kadhimiya. Cerca de um milhão de peregrinos estavam se dirigindo à mesquita quando a tragédia aconteceu. Os mortos começaram a ser enterrados nesta quinta-feira. |
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