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Atualizado às: 01 de setembro, 2005 - 17h59 GMT (14h59 Brasília)
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Funerais de mortos em tumulto reúnem milhares em Bagdá
Caixão de vítima da tragédia de quarta-feira
Mais de 960 pessoas morreram durante tumulto sobre ponte na 4ª
Milhares de pessoas participaram nesta quinta-feira dos funerais de pessoas que morreram durante uma confusão sobre uma ponte durante peregrinação xiita em Bagdá, nesta quarta-feira.

Acredita-se que mais de 960 pessoas, muitos delas mulheres e crianças xiitas, morreram no tumulto. Amigos e familiares continuam à procura de desaparecidos.

Os corpos das vítimas ainda estão sendo retirados do Rio Tigre, onde muitos caíram após o corre-corre depois que surgiram boatos de um ataque suicida iminente.

Muitos corpos devem ser levados à cidade sagrada xiita de Najaf para serem sepultados.

Líderes xiitas no Iraque acusaram insurgentes sunitas, simpatizantes de Saddam Hussein, de terem iniciado os boatos.

O ministro do Interior do Iraque, Bayan Jabor, está entre as autoridades xiitas que responsabilizaram os insurgentes sunitas pelo que aconteceu, mas o ministro da Defesa do Iraque, Saadoun Al Dulaimi, que é sunita, disse que a tragédia não tem relação com as divisões étnicas e religiosas do país.

O primeiro-ministro do Iraque, Ibrahim Jaafari, que é xiita, prometeu ser duro contra os responsáveis.

Apelos

"O período que se aproxima vai ser testemunha de desenvolvimento estratégico na confrontação do terror e dos terroristas. E nós vamos atingir duramente os assassinos, os militantes radicais e os seguidores de Saddam", disse Jaafari em nota oficial nesta quinta-feira.

O ministro da Saúde iraquiano, Abdul Mutalib Mohammad Ali, defendeu a demissão dos ministros da Defesa e do Interior por não terem protegido os peregrinos.

Jaafari, porém, disse que os ministros fizeram o possível para garantir a segurança dos peregrinos.

Líderes comunitários estão fazendo apelos para que as pessoas tenham calma, por receio de que a tragédia provoque ainda mais violência.

A maioria dos mortos é de mulheres e crianças, que foram esmagados ou se afogaram no rio Tigre, quando a multidão entrou em pânico e correu para fugir da mesquita de Kadhimiya.

Cerca de um milhão de peregrinos se dirigiam à mesquita quando a tragédia aconteceu.

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