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Annan encurta férias por causa de diferenças sobre reforma da ONU | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O secretário-geral da ONU, Kofi Annan, encurtou as suas férias em Gana, sua terra natal, para voltar a Nova York e acompanhar de perto as negociações sobre a reforma da entidade. Annan deve estar de volta à sede das Nações Unidas nesta quarta-feira, uma semana antes do previsto, segundo o correspondente da BBC em Nova York Michael Voss. Os países membros estão debatendo uma proposta de reforma que o secretário-geral esperava ver aprovada na reunião de cúpula que marcará os 60 anos da ONU, em 14 de setembro. No entanto, na semana passada, menos de um mês antes da data prevista para a votação, os Estados Unidos apresentaram uma série de objeções ao plano. "Eu estou preparado para negociar pelo tempo que for necessário", afirmou o embaixador americano na ONU John Bolton na segunda-feira, quando as discussões sobre a reforma foram retomadas. Objeções americanas Um grupo de 33 países foi incumbido de alcançar um consenso sobre as questões mais polêmicas, como a ampliação do Conselho de Segurança da ONU. O documento elaborado depois de nove meses de negociações propunha a desburocratização da entidade e a criação de mecanismos para prevenir genocídios e crimes contra a humanidade. Washington se opõe a referências ao Tribunal Penal Internacional, a ações contra o aquecimento global e ao aumento de ajuda financeira a países pobres. Ao mesmo tempo, o governo americano – que se comprometeu a apresentar uma proposta alternativa até o fim desta semana – defende maior ênfase ao combate ao terrorismo e à proliferação nuclear. |
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