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França divulga lista negra de empresas aéreas | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A França divulgou, nesta segunda-feira, uma lista com cinco empresas aéreas que estão proibidas de voar sobre seu território por causa de problemas de segurança. Estão na lista as empresas Air Koryo, da Coréia do Norte; Air Saint-Thomas, das Ilhas Virgens americanas; International Air Force, da Libéria; Air Mozambique (LAM), incluindo sua subsidiária Transairways; e Phuket Airlines, da Tailândia. A Bélgica e a Suíça também devem anunciar uma lista negra de empresas aéreas ainda nesta semana. A iniciativa foi adotada depois de um acidente na Venezuela, no dia 16 de agosto, em que 152 passageiros franceses morreram quando voltavam para a ilha de Martinica. Critérios Em fevereiro, a Comissão Européia fechou um acordo para a criação de listas negras de empresas aéreas sem segurança até o fim deste ano. No sábado, os especialistas europeus no setor pediram que a União Européia defina um critério único para a preparação dessas listas. No entanto, há dúvidas sobre a possibilidade de que se chegue a um único critério. A Itália, por exemplo, quer uma lista de empresas que oferecem segurança. Na França, o departamento de aviação civil (DGAC, na sigla em francês) publicou em seu site na internet uma lista das empresas banidas e outra das autorizadas, incluindo empresas de vôos fretados. Revolta Na quarta-feira passada, 235 passageiros de um avião fretado com bandeira da Tunísia, que voava de Paris para a ilha tunisiana de Djerba, se recusaram a embarcar depois que a aeronave foi forçada a voltar ao aeroporto de Orly para inspeção técnica pouco depois da decolagem. O mês de agosto deste ano foi marcado por grandes acidentes de avião. Em menos de duas semanas, três aviões caíram na Grécia, na Venezuela e no Peru, todos operados por pequenas empresas aéreas. Mais de 300 pessoas morreram nos três acidentes. A divulgação de uma lista negra ganhou destaque quando 148 pessoas, a maioria francesas, morreram em janeiro de 2004, quando caiu um avião de uma empresa que tinha sido banida do espaço aéreo suíço. Os passageiros não sabiam dessa proibição. |
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