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Iraque vive mais violência durante negociação sobre Carta | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Diversos episódios de violência tomaram conta do Iraque nesta quarta-feira, um dia antes do fim do último prazo dado para a conclusão da nova Constituição do país. Segundo um correspondente da BBC em Bagdá, as forças de segurança estão em alerta máximo aguardando o resultado das negociações políticas sobre temas pendentes do documento. No oeste de Bagdá, cerca de 40 suspeitos de ligação com grupos insurgentes promoveram ataques contra postos policiais, usando granadas lançadas por foguetes. Durante o ataque houve tiroteios entre policiais e insurgentes nos quais três policiais e dois civis foram mortos e mais de 30 pessoas ficaram feridas. Ao menos um veículo policial também foi incendiado. A polícia disse ter pedido ajuda às forças americanas para responder aos ataques. Tentativa de assassinato Ainda em Bagdá, o vice-ministro da Justiça, Yosha Ibrahim, que é curdo, escapou do que pareceu ser uma tentativa de assassinato por parte de um grupo armado que atacou o comboio no qual viajava. Quatro guarda-costas de Ibrahim foram mortos no ataque, e outros cinco ficaram feridos. A agência Reuters disse que um outro ataque, feito com morteiros contra uma base usada pela polícia iraquiana em Baquba (65 km ao norte de Bagdá) deixou sete feridos, entre eles duas crianças. Na terça-feira, um ataque suicida contra policiais em Baquba já havia deixado 13 mortos, entre eles dois americanos. Ainda segundo a Reuters, um soldado iraquiano foi morto e outro foi ferido na terça-feira após dois morteiros terem atingido um posto policial em Musayyib, ao sul de Bagdá. Mais violência esperada Um alto militar dos Estados Unidos disse à agência de notícias nesta quarta-feira que suas forças esperam um aumento da violência no país por conta das negociações sobre a Constituição. Um esboço da nova Carta foi apresentado ao Parlamento na noite de segunda-feira, mas não chegou a ser votado por causa da oposição dos árabes sunitas ao texto, que previa o estabelecimento de uma federação. Os sunitas alegam que isso poderia dar à região de maioria xiita ao sul do país uma autonomia semelhante à que os curdos têm ao norte e temem que isso poderia levar à divisão do Iraque. Ainda é incerto se os parlamentares conseguirão cumprir o novo prazo, até a quinta-feira, para chegar a um consenso sobre a nova Carta. |
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