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Papa faz apelo aos muçulmanos contra o terrorismo | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O papa Bento 16 fez um apelo aos muçulmanos para que combatam o "fanatismo cruel do terrorismo". O apelo foi feito durante um encontro com líderes muçulmanos em Colônia, na Alemanha. O encontro ocorreu depois de outro com o ex-craque Pelé. O papa alertou contra "a escuridão de um novo barbarismo" a não ser que pessoas de diferentes religiões se unam. Os líderes muçulmanos elogiaram a visita do papa. Em seguida, o papa participou de rezas durante uma vigília em um parque nos arredores de Colônia, onde foi recebido por 700 mil pessoas, entre elas vários brasileiros, que participam da Jornada Mundial da Juventude Católica, um dos maiores eventos religiosos do mundo. Na sexta, Bento 16 chegou a visitar uma sinagoga durante a sua visita de quatro dias à Alemanha, sua terra natal. América Latina No encontro com Pelé, o papa teria enviado saudações ao Brasil e aos amantes do futebol. Segundo a agência de notícias France Presse, o papa pode visitar a América Latina em 2007. A viagem seria para celebrar a Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano. O encontro não deve ocorrer no Brasil, mas não se sabe ainda se haveria uma passagem pelo país. Turquia Estima-se que a Alemanha, país natal do pontífice, tenha cerca de três milhões de muçulmanos, a maioria deles de origem turca. O papa já se opôs publicamente à entrada da Turquia na União Européia, referindo-se ao país como um "contraste permanente" à Europa. Na sexta-feira, Bento 16 alertou para o crescimento do anti-semitismo no mundo e disse que ainda há "muito a ser feito" para melhorar as relações entre judeus e católicos. A viagem pela Alemanha do novo líder da Igreja Católica foi originalmente programada para o seu antecessor, João Paulo 2º, que morreu em abril. Jovens católicos O objetivo da viagem é celebrar a Jornada Mundial da Juventude Católica e reativar a fé católica entre os jovens. Criado por João Paulo 2º, o encontro ocorre a cada três anos, em diferentes cidades do mundo. Estima-se que 400 mil peregrinos de todo o mundo, incluindo brasileiros, estejam em Colônia e nas redondezas. No domingo, dia da missa campal do papa em um lugar perto da cidade, esse número poderá subir para um milhão de pessoas. Bento 16, que já lamentou várias vezes a diminuição da presença da Igreja na Europa, disse esperar que o encontro detone "uma onda de nova fé entre os jovens". Quatro mil policiais garantem a segurança do evento. Aviões militares de reconhecimento aéreo do tipo Awacs sobrevoam a cidade permanentemente, e vários helicópteros da polícia vigiam o centro de Colônia. |
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