|
Festa católica reúne mais de 400 mil em Colônia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de participantes da Jornada Mundial da Juventude Católica, um dos maiores eventos religiosos do mundo, invadiram a cidade de Colônia, no oeste da Alemanha, nesta semana. Colônia é uma cidade acostumada a festas e sedia um dos maiores carnavais da Alemanha. Mas a presença de centenas de milhares de peregrinos e fiéis, que vieram ver o papa e participar do encontro de jovens católicos, supera todas as festividades que a cidade já viu. Os participantes da Jornada Mundial da Juventude literalmente invadiram a cidade. Estima-se que 400 mil peregrinos de todo o mundo estejam em Colônia e nas redondezas. No domingo, dia da missa campal do papa em um lugar perto da cidade, esse número poderá subir para um milhão de pessoas. Tradição Os eventos do encontro de jovens ocorrem em toda a cidade, que tem uma longa tradição católica. Os participantes passam a noite em casas particulares e em dormitórios improvisados em ginásios de esporte e escolas. Um dos principais pontos de encontro dos fiéis é aos pés da milenária catedral de Colônia, no centro da cidade. Milhares de pessoas agitam bandeiras, cantam ou oram ao ar livre. A maioria dos peregrinos vem da Itália – cerca de 80 mil fiéis. Em todo lugar ouve-se pessoas gritarem “Benedetto”, o nome italiano do papa. Não são só jovens que estão presentes na multidão perto da catedral: Um frade franciscano oferece “confissões relâmpago” aos fiéis, camelôs vendem bandeiras do Vaticano. Um homem de cabelos grisalhos empunha por horas a fio um poster com a frase “Jesus está vivo” em doze línguas diferentes. Brasileiros Muitos brasileiros também participam do encontro, vindos dos mais diversos cantos do país. Vários deles tiveram suas passagens pagas por dioceses européias. Este é o caso de Filipe Florêncio, de Montes Claros (MG). Ele diz que o encontro “superou suas expectativas” e elogia a organização. Flávio Bracile de Caxias do Sul (RS) também acha o encontro uma experiência única: “É bom ver tanta gente de tantos países diferentes coexistindo pacificamente”. Mas há quem critique o evento e exija mais discussão e menos badalação. “É pena que este encontro entre países desenvolvidos e em desenvolvimento não seja usado para encontrar meios de melhorar o mundo em que vivemos”, diz uma visitante de Goiânia que prefere não se identificar. Quatro mil policiais garantem a segurança do evento. Aviões militares de reconhecimento aéreo do tipo Awacs sobrevoam a cidade permanentemente, e vários helicópteros da polícia vigiam o centro de Colônia. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||