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Milhares de judeus rezam contra a retirada de Gaza | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milhares de judeus reuniram-se, nesta quarta-feira, próximo ao Muro das Lamentações, em Jerusalém, para rezar contra a retirada dos assentamentos judaicos da Faixa de Gaza. A polícia disse que 40 mil pessoas compareceram ao protesto e mais 10 mil estavam nas redondezas. O grupo Yesha, organizador da manifestação, afirmou que 100 mil pessoas participaram da prece coletiva. Esse é um dos diversos protestos realizados dias antes da retirada dos colonos judeus. Nas últimas semanas, opositores ao plano do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, conseguiram realizar manifestações na fronteira da Faixa de Gaza, mas a polícia conseguiu evitar que eles entrassem nos assentamentos. Prisões Na segunda-feira, a polícia de Israel afirmou ter prendido nove pessoas suspeitas de envolvimento numa rede de ativistas contrários à retirada de assentamentos judaicos da Faixa de Gaza. De acordo com as autoridades, a rede é responsável por introduzir clandestinamente dezenas de ativistas em Gaza para servir como reforço aos colonos judeus que se recusam a deixar o território. O plano do governo israelense, que será posto em prática a partir do dia 15 de agosto, prevê a retirada das tropas e de todos os assentamentos judaicos dos territórios palestinos ocupados na Faixa de Gaza e também de quatro colônias na Cisjordânia. O governo israelense vem oferecendo até US$ 300 mil (R$ 693 mil) em indenização às famílias que aceitarem deixar suas casas nos territórios ocupados voluntariamente. Israel ocupa a Faixa de Gaza e a Cisjordânia desde que conquistou os territórios militarmente na Guerra dos Seis Dias, em 1967. Cerca de 400 mil israelenses foram assentados nesses territórios, em meio a uma população palestina de 3,5 milhões de habitantes. |
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