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Atualizado às: 10 de agosto, 2005 - 08h22 GMT (05h22 Brasília)
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Ataques matam pelo menos 25 pessoas no Iraque
Soldados americanos carregam corpo com cadáver em Bagdá
Cinco soldados americanos morreram em ataques diferentes
Ataques de insurgentes no Iraque mataram pelo menos 20 civis iraquianos e cinco militares americanos nesta terça-feira.

As forças armadas americanas confirmaram nesta quarta-feira que quatro soldados foram mortos no final da noite num ataque a uma patrulha nas proximidades da cidade de Baiji, no norte do país. Outros seis soldados ficaram feridos.

Outro militar dos Estados Unidos morreu em Bagdá, onde o comboio em que viajava foi atacado em um cruzamento. Seis civis foram mortos e outros 90 ficaram feridos no ataque, de acordo com a agência de notícias Associated Press.

Outros ataques mataram pelo menos dez agentes da polícia iraquiana no país.

Ainda em Bagdá, pistoleiros mataram um funcionário do gabinete de governo, Abbas Ibrahim Mohammed, e três civis também foram mortos em um ataque com morteiros, segundo a polícia.

Já as tropas americanas divulgaram ter matado quatro insurgentes na cidade de Ramadi e outros dois em Mosul, informou a Associated Press.

De acordo com cálculos da agência de notícias, as mortes dos soldados americanos nesta terça-feira eleva o total de baixas fatais sofridas pelo Exército dos Estados Unidos para 1.840, desde a invasão do Iraque em março de 2003.

Armas e Constituição

Em outro desdobramento, o secretário de Defesa americano, Donald Rumsfeld, disse que armas fabricadas no Irã foram encontradas no Iraque.

Sem dar muitos detalhes sobre o caso, Rumsfeld disse que não há dúvidas sobre a origem dos armamentos e, apesar de admitir que a fronteira entre o Irã e o Iraque é bastante longa, afirmou que o governo iraniano não está ajudando ao permitir que as armas passem para o outro lado.

Também nesta terça-feira, o primeiro-ministro iraquiano, Ibrahim al-Jaafari, indicou que os líderes políticos do país podem não chegar a um acordo sobre a nova Constituição até 15 de agosto, prazo que foi estabelecido anteriormente.

De acordo com a Associated Press, Jaafari disse que "se algum tema bloquear nosso trabalho, então um pouco mais de tempo pode ser necessário".

O governo iraquiano, apoiado pelos Estados Unidos, espera que o avanço do processo político, que começou com as eleições de janeiro – o que inclui a criação de uma nova Constituição –, colabore para desestimular os rebeldes no país.

As discussões em torno da Constituição deveriam ter sido retomadas na segunda-feira, mas foram adiadas quando Bagdá foi atingida por uma das piores tempestades de areia já registradas na cidade.

Outras questões podem incluir o papel do islamismo e o federalismo iraquiano.

Os curdos gozam de certa autonomia desde 1991 no norte do país. Alguns xiitas desejam autonomia no sul e árabes sunitas querem um governo central forte com controle sobre as reservas de petróleo, os curdos e os xiitas.

A idéia é chegar a um acordo sobre a nova Carta até o dia 15 deste mês. Depois disso, a intenção é fazer um referendo sobre o documento proposto em outubro e novas eleições gerais até o fim do ano.

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