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Bush sanciona pacote de US$ 286 bi para setor de transportes | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente americano, George W. Bush, sancionou nesta quarta-feira um pacote de medidas que prevêem gastos de US$ 286 bilhões em novas estradas e outros projetos de infra-estrutura de transporte. Bush diz que as medidas vão colocar o sistema de transporte dos Estados Unidos "no século 21" e gerar centenas de milhares de empregos. "Se nós queremos as pessoas trabalhando na América (Estados Unidos), nós temos que garantir que as nossas estradas são modernas", afirmou Bush, que assinou a nova lei numa fábrica da empresa Caterpillar, que vende material de construção para estradas, em Illinois. Segundo o presidente, o pacote, a ser aplicado ao longo de seis anos, vai financiar melhorias nas estradas e pontes do país e "aliviar o congestionamento nas comunidades em todo o país". Críticos Os críticos da nova lei, no entanto, dizem que ela prevê o gasto de bilhões de dólares em projetos locais voltados apenas para aumentar a popularidade de parlamentares nos seus distritos eleitorais. Segundo o jornal The Washington Post, o pacote inclui mais de 6 mil projetos propostos por parlamentares que variam de uma estrada ligando duas intra-estaduais em Illinois a uma trilha para veículos de neve em Vermont. O Alasca, terceiro Estado menos populado do país, recebeu o quarto maior volume de verbas (US$ 941 milhões) para projetos especiais, de acordo com cálculos da entidade não-governamental Taxpayers for Common Sense (Contribuintes pelo Bom Senso) passados à agência de notícias Reuters. O valor incluiria US$ 231 milhões para uma ponte que será batizada com o nome do parlamentar Don Young, chede da Comissão de Transporte e Infra-estrutura da Câmara. O vice-presidente da organização, Keith Ashdown, disse à Reuters que Bush deveria ter vetado o projeto "fiscalmente irresponsável". "Ela (a lei) deixa a nação parada no engarrafamento, mas lubrifica as rodas dos políticos poderosos", disse Ashdown, segundo a agência de notícias. "Esse projeto é de longe o mais caro e dispendioso da história da nação." Ainda segundo a Reuters, Califórnia, Illinois e Nova York receberam as maiores verbas. Oklahoma, Estado do principal negociador do projeto no Senado, James Inhofe, foi o décimo maior beneficiado entre os 50 Estados, de acordo com a agência. Um porta-voz da Casa Branca, Trent Duffy, defendeu as medidas, dizendo que elas acabaram saindo por quase US$ 100 bilhões a menos do que o originalmente planejado. Segundo o Washington Post, as autoridades americanas dizem ainda que as más condições das estradas respondem por um terço das 42 mil mortes ocorridas no trânsito todo ano e que cada US$ 1 bilhão gasto na construção de estradas cria 47,5 mil empregos. O presidente americano assinou na segunda-feira um conjunto de medidas para o setor de energia. |
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