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Europeus criticam Irã por retomar atividade nuclear | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A França e a Grã-Bretanha criticaram nesta segunda-feira a retomada das atividades nucleares do Irã na usina de conversão de urânio de Isfahan. O reinício das atividades, em uma decisão qualificada de “grave e preocupante” pela França e “lamentável” pela Grã-Bretanha, foi confirmada pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). O ministro do Exterior francês, Philippe Douste-Blazy disse que a comunidade internacional deve “se mostrar unida face a uma grave crise provocada deliberadamente pelo Irã”. Na terça-feira, a AIEA vai promover uma reunião para discutir o assunto. A entidade vai submeter um relatório sobre o caso ao Conselho de Segurança da ONU. Fiscais da AIEA disseram que os iranianos não mexeram em áreas da usina que haviam sido anteriormente vedadas por inspetores da ONU. Decisão esperada A decisão iraniana já era esperada, depois que o governo do país recusou uma oferta feita por países europeus para desistir de seu polêmico programa. França, Grã-Bretanha e Alemanha haviam adotado uma posição mais moderada com relação ao programa nuclear iraniano, que, para os Estados Unidos, tem fins militares. O governo iraniano diz que a finalidade do programa é pacífica, e os europeus estavam tentando promover uma solução negociada para a controvérsia. Mas nesta segunda-feira Douste-Blazy disse que a retomada das atividades de conversão de urânio em gás claramente violaram um acordo feito no passado com os europeus. “Hoje o Irã tomou duas graves e preocupantes decisões unilaterais”, disse Douste-Blazy. Segundo ele, o tom usado pelo Irã em uma carta em que rejeitou a mais recente proposta européia “é particularmente alarmante e contrário ao espírito do diálogo que tivemos nos últimos dois anos”. Já o subministro do Exterior da Grã-Bretanha, Ian Person, disse que seu país “lamenta” a decisão iraniana e está “profundamente preocupado” com o caso. Sanções Os Estados Unidos e a União Européia haviam alertado que qualquer retomada do programa nuclear iraniano – interrompido em 2004 enquanto eram desenvolvidas negociações – poderia Caso isso aconteça, o Irã pode ser objeto de sanções. Um alto funcionário do Departamento de Estado americano disse à agência de notícias France Presse que a decisão do governo do Irã é “infeliz” e que seu governo espera que o caso seja agora levado para a ONU. Oficialmente, o governo americano divulgou que vai consultar seus aliados para decidir quais devem ser os próximos passos. O anúncio da retomada das atividades de conversão de urânio em gás foi feito por Mohammad Saeedi, vice-diretor da Organização de Energia Atômica do Irã. Ele disse que as atividades recomeçaram sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que instalou câmeras de vigilância na usina. No que foi considerado um endurecimento de sua posição, Teerã afirmou que vai trocar o principal negociador do país sobre o programa nuclear, Hassan Rohani, por Ali Larijani, um conservador que tem ligações estreitas com o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. A indicação foi feita pelo presidente conservador Mahmoud Ahmedinejad, dois dias depois de ele tomar posse. |
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