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Líder zapatista Marcos reaparece depois de 4 anos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O subcomandante Marcos, líder do Exército Zapatista de Libertação Nacional (EZLN) no México, fez sua primeira aparição pública em quatro anos no sábado e disparou duras críticas às organizações políticas do país. Marcos acusou o candidato favorito para as eleições presidenciais do ano que vem, Andrés López Obrador, de “traição”. “Ele não quer voltar ao passado socialista”, disse o líder rebelde em um discurso de uma hora e meia feito durante um encontro entre zapatistas e ONGs em San Rafael, no Estado de Chiapas. López Obrador, ex-prefeito da Cidade do México, é o pré-candidato a presidente do Partido Revolucionário Democrático (PRD), considerado à esquerda no espectro político mexicano. Reforma O subcomandante Marcos também descreveu os políticos mexicanos como um punhado de sem-vergonhas nos quais não vale a pena votar. A reunião de sábado faz parte de uma série de seis que serão realizadas entre EZLN e ONGs para discutir uma “ampla reforma política” no país. Marcos disse que os participantes do encontro “devem ser honestos e, se estão com López Obrador, não podem estar com o EZLN”. O EZLN ganhou as manchetes internacionais em 1º de janeiro de 1994, quando promoveu um levante no Estado de Chiapas. O grupo, que diz defender os direitos dos camponeses e dos povos indígenas, suspendeu o levante depois de dez dias, entrando em negociações com o governo mexicano que acabaram suspensas em setembro de 1996. |
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