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Conflitos no Iraque deixam pelo menos 30 mortos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 30 pessoas foram mortas neste domingo em ataques realizados por insurgentes no Iraque. Na capital do país, Bagdá, pelo menos dez pessoas morreram em diferentes ataques. Entre as vítimas estão dois funcionários do Ministério do Petróleo do país. Em Tikrit, ao norte de Bagdá, um ataque com um carro-bomba realizado por um militante suicida matou pelo menos duas pessoas e feriu outras 12. Segundo a polícia local, o autor do atentado dirigiu o veículo em direção a uma de suas delegacias antes de detoná-lo. A área estava cheia de gente que fazia fila para se inscrever nas forças policiais, de acordo com testemunhas. Em Baquba, a nordeste de Bagdá, dois policiais e um civil morreram devido à explosão de uma bomba colocada perto da estrada em que passavam. Constituição Também neste domingo, os líderes das principais facções políticas iraquianas participaram de uma reunião em Bagdá para tentar resolver as suas diferenças a respeito da nova Constituição do país. O encontro devia ter sido realizado na sexta-feira, mas foi adiado por causa de uma reunião extraordinária do Parlamento da região autônoma curda. Entre os presentes no encontro estavam Abdel Aziz Hakim, um dos líderes dos muçulmanos xiitas, e o vice-presidente do país, o sunita Ghazi Al-Yawar. Mas o presidente da região curda do Iraque, Masoud Barzani, não conseguiu ir à reunião devido ao mau tempo. Muitos outros líderes, incluindo representantes da comunidade sunita, também faltaram. A idéia desses encontros é chegar a um acordo sobre a nova Carta até o dia 15 deste mês, a fim de que eleições possam ser realizadas até o fim do ano. Entre os temas que necessitam que se chegue a um acordo estão a estrutura do futuro governo, as relações entre o Estado e a religião e o próprio nome do país. Antes do início do encontro deste domingo, o presidente do Iraque, Jalal Talabani, disse que não esperava que todas as questões fossem resolvidas em apenas uma reunião. "Não podemos chegar a soluções para todas essas questões ainda hoje, mas continuaremos com os encontros até adotarmos uma resolução", disse ele. "Ainda temos uma semana pela frente, tempo suficiente." Um referendo sobre a Constituição está previsto para outubro. |
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