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França condena acusados de liderar rede de pedofilia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um tribunal francês condenou a um total de mais de cem anos de prisão cinco dos principais acusados de um dos maiores casos de abuso sexual de crianças no país. Os cinco condenados eram apontados como principais responsáveis por uma grande rede de pedofilia em uma área carente da cidade de Angers. Desde março, o tribunal julgava 65 réus, 39 homens e 26 mulheres com idades entre 27 e 73 anos, acusados de abusar sexualmente de 45 crianças, que tinham entre seis meses e 14 anos de idade na época dos abusos. Originalmente, eram 66 acusados, mas um dos réus foi internado em um hospital e não compareceu ao tribunal para o veredicto. Figuras centrais Os acusados foram identificados apenas pelo primeiro nome em uma tentativa da Justiça francesa de evitar a divulgação da identidade das vítimas.
Um homem conhecido simplesmente como Philippe foi condenado a 28 anos de prisão. Seu filho, Franck, foi condenado a 18 anos. A ex-parceira de Franck, Patricia, de 32 anos de idade, foi condenada a 16 anos. Boa parte dos abusos teria ocorrido no apartamento do casal, na região oeste de Angers. Franck foi condenado por estuprar três de seus próprios filhos. Dois irmãos envolvidos na rede de pedofilia foram condenados a um total de 54 anos de prisão. Eric, descrito como um "ogro" e conhecido pelas crianças como "o gordo", foi condenado a 28 anos. O irmão dele, Jean-Marc, foi condenado a 26 anos. Confusos Os crimes teriam ocorrido entre janeiro de 1999 e fevereiro de 2002 no distrito de Saint-Leonard. Durante os cinco meses de julgamento, os jurados ouviram depoimentos pré-gravados de algumas das crianças. Correspondentes que acompanharam o julgamento afirmam que os acusados, muitos deles desempregados, falaram pouco no tribunal e pareciam confusos com o processo legal. Cerca de 20 dos réus confessaram algumas das acusações, mas os outros insistiram que não sabiam nada sobre a rede de pedofilia. Advogados de defesa pediram a absolvição de boa parte dos acusados e afirmaram que não existiam provas suficientes para condená-los. A defesa argumentou ainda que muitos dos réus também sofreram abusos quando eram crianças. |
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