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França julga 66 acusados de abuso sexual infantil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Sessenta e seis homens e mulheres começam a ser julgados nesta quinta-feira na França, num dos maiores casos criminais do país, sob acusações de estupro e abuso sexual contra crianças. As supostas vítimas são 45 crianças com idades entre seis meses e 14 anos. Mais de 60 advogados participam do julgamento, e o processo tem 430 páginas, de acordo com a agência de notícias AFP. O julgamento acontece num salão especialmente construído na cidade de Angers, no oeste da França. Sentença Dos 66 acusados, 39 são acusados de estuprar crianças menores de 15 anos e de cafetinagem. No total, são 39 homens e 27 mulheres em julgamento. Se condenados, eles podem receber penas de até 30 anos de prisão. Os crimes supostamente aconteceram entre junho de 1999 e fevereiro de 2002, em Angers. A promotoria afirma que a maioria dos crimes foi cometida no apartamento de Franck Vergondy, condenado anteriormente por crimes sexuais, e em cabanas construídas em jardins. Os crimes foram descobertos quando investigadores monitoravam as atividades de Eric Joubert, um condenado por crimes sexuais que tinha sido libertado em 1999. Ele e Vergondy são acusados de dirigir uma rede de pedófilos. Quase todos os acusados viviam de pensões do governo. "Os pais de uma das crianças a tinham trocado por um novo pneu para carro", disse o advogado Philippe Cosnard, ouvido pela agência de notícias AFP. Outras crianças teriam sido trocadas por uma pequena quantia em dinheiro, comida ou cigarros. Uma garota de 10 anos teria sido violentada por mais de 30 adultos. Os promotores afirmam que mais da metade dos acusados admitiram sua culpa. Mas a promotoria espera evitar a repetição dos erros que aconteceram em um outro julgamento de acusados de pedofilia - o caso Outreau, no norte da França, no ano passado. No caso, os acusados passaram meses na prisão esperando julgamento e 13 pessoas foram implicadas por causa do testemunho de uma mulher que, mais tarde, admitiu ter mentido. |
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