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Coréia do Norte retoma negociações multilaterais na China | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Coréia do Norte retomou nesta terça-feira as negociações sobre o seu programa nuclear com outros cinco países numa reunião em Pequim, na China. O diálogo estava suspenso havia mais de um ano, depois que três encontros desse tipo terminaram em impasse, principalmente por causa de divergências entre Estados Unidos e Coréia do Norte. Além dos Estados Unidos, China, Coréia do Sul, Japão e Rússia tentam convencer o governo norte-coreano a abandonar o programa de armas nucleares que já admitiu ter. Em troca, o país comunista pede assistência econômica e garantias de não agressão. O negociador-chefe representando Pyongyang, Kim Kye Gwan, disse que para que um acordo seja possível cada parte envolvida tem de demonstrar vontade política para afastar a possibilidade de uma guerra. Já o negociador americano, Christopher Hill, reconheceu a soberania da Coréia do Norte e disse que os Estados Unidos não têm intenção de atacar o país. A China, no papel de anfitriã, pediu flexibilidade de todos os envolvidos. O governo norte-coreano exige um tratado de paz com os Estados Unidos – que substitua o armistício que pôs fim à Guerra da Coréia, em 1953 – e um pacote de ajuda econômica para congelar e posteriormente encerrar o seu programa nuclear. Washington, no entanto, recusa-se a discutir qualquer pacto até que o país acabe com o programa nuclear e já indicou que Pyongyang pode sofrer mais sanções se a crise não for resolvida. Outro fator complicador é a exigência do Japão de que a Coréia do Norte repatrie japoneses seqüestrados nos anos 70 e 80. Pyongyang admitiu em 2002 ter seqüestrado 13 japoneses para treinar espiões norte-coreanos na língua e na cultura japonesas. Desde então, o país repatriou cinco vítimas, alegando que as outros oito morreram, mas Tóquio insiste que algumas possam estar vivas. Coréia do Sul, China e Rússia temem que a insistência japonesa possa comprometer um acordo, mas Washington apóia a reivindicação do Japão. |
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