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Alemanha liberta suspeito de financiar Al-Qaeda | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Corte Federal Constitucional da Alemanha, a mais alta do país, ordenou nesta segunda-feira a libertação de um empresário sírio-alemão suspeito de financiar a Al-Qaeda, que estava lutando contra a extradição para a Espanha. A Justiça determinou que o novo pedido de prisão emitido não era válido no caso de Mamoun Darkazanli, de 46 anos. Ele foi detido em outubro na cidade de Hamburgo, com uma ordem de prisão emitida pela Espanha. Darkazanli aparece um vídeo de casamento, gravado em 1999, com dois de três suicidas que participaram dos ataques de 11 de setembro de 2001, nos Estados Unidos. Darkazanli não foi acusado na Alemanha, cuja Constituição não permite a extradição de um de seus cidadãos. Bens congelados Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, o governo americano congelou os bens da companhia de importação e exportação de Darkazanli, afirmando que era uma empresa de “fachada para terroristas”. Ele está entre os 41 suspeitos, incluindo Osama Bin Laden, indiciados pelo juiz espanhol Baltazar Garzon. O caso envolvendo Darkazanli foi um teste para as ordens de prisão emitidas em nome da União Européia, introduzidos em 2004 para acelerar a entrega de suspeitos de atentados à Justiça. Segundo correspondentes, todos os outros suspeitos na Alemanha, que têm ordens de prisão emitidas da mesma forma e que estão detidos, terão que ser libertados sob fiança e o Parlamento alemão terá que aprovar uma nova lei se quiser deter suspeitos usando esses mandados. Darkazanli sempre negou qualquer tipo de envolvimento nos atentados, afirmando que conhecia os seqüestradores envolvidos apenas de vista. |
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