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Schröder perde voto de confiança na Alemanha | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chanceler da Alemanha, Gerhard Schröder, perdeu um voto de confiança no Parlamento do país, abrindo caminho para a convocação de novas eleições. A votação terminou com 296 votos contrários ao governo, 151 a favor e 148 abstenções. O resultado, que normalmente representaria uma derrota para o governo, na verdade foi o que Schröder desejava. A votação havia sido pedida pelo próprio chanceler depois que o seu partido, o Social Democrata, sofreu uma dura derrota na eleições regionais em maio. Segundo ele, é necessário antecipar as eleições gerais em um ano para obter um mandato de implementação de duras reformas econômicas. Democratas cristãos O chanceler expôs suas razões para convocar o voto de confiança antes da votação dos parlamentares do Bundestag, a câmara baixa do Parlamento alemão. “Sem um novo mandato, meu programa político não tem como ser levado em frente”, disse Schröder. Agora cabe ao presidente da Alemanha, Horst Köhler, decidir se as eleições serão convocadas. Pesquisas de opinião indicam que 70% dos alemães são a favor da antecipação do pleito. Os conservadores da União Democrata Cristã têm uma vantagem de 17 pontos nas pesquisas de opinião e também são favoráveis. Eles prevêem uma possível vitória que poderá fazer da líder do partido, Angela Merkel, a primeira mulher a assumir o posto de chanceler da Alemanha. Mas analistas dizem que o chanceler terá que convencer Köhler de que a decisão é constitucional. Alguns têm posto em dúvida a sua constitucionalidade. Precedente O precedente para essa iniciativa foi criado em 1982, quando o então chanceler Helmut Kohl dissolveu o Parlamento e perdeu deliberadamente um voto de desconfiança. Ele ganhou as eleições e aumentou sua maioria no Parlamento. Na época, a Justiça alemã disse que o Parlamento deveria mudar a Constituição se quisesse se dissolver novamente, o que nunca foi feito. O governo de Schröder vem perdendo apoio por causa do baixo desempenho da economia alemã e das reformas que ele vem tentando implementar. Acima de tudo, os eleitores parecem estar fartos da incapacidade do governo em derrubar a alta taxa de desemprego – que está em 11,3%, ou cerca de 4,7 milhões. |
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