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Grupo islâmico invade 'miss travesti' na Indonésia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um concurso de beleza para travestis na Indonésia foi interrompido no domingo por um grupo radical islâmico que é contra a realização do evento. Cerca de dez integrantes da Frente de Defesa Islâmica (FDI), vestidos com túnicas brancas e chapéus religiosos, invadiram um clube noturno de Jacarta onde o concurso, chamado Waria 2005, acontecia. "Antes que Alá nos puna com um segundo tsunami aqui em Jacarta, vamos pedir à polícia para acabar com esse evento", disse Soleh Mahmud, líder do grupo. O evento sofreu um atraso, mas continuou e acabou sendo vencido por Olivia - um travesti que trabalha com relações públicas. Ele ganhou um prêmio de US$ 250 e uma passagem de ida e volta para a Tailândia, onde ele competirá em um concurso internacional de travestis no próximo ano. Traumatizados Megi Megawati, a organizadora do evento, afirmou que os participantes do concurso ficaram traumatizados com o ocorrido. Apesar de predominantemente islâmico, a Indonésia é um país relativamente tolerante com os travestis, que constantemente aparecem na TV. Lá eles são chamados de "waria" - que na língua local é uma junção das palavras "homem" e "mulher". Mas o grupo Frente de Defesa Islâmica - conhecido por invadir e atacar locais considerados não-islâmicos - quer dar um fim a todas as apresentações públicas de travestis na Indonésia. "Os travestis não podem ser um modelo para ninguém. Temos medo de que eles influenciem as nossas crianças", disse Alawi Usman, integrante do FDI. |
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