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Atualizado às: 22 de junho, 2005 - 16h30 GMT (13h30 Brasília)
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Presos no Equador teriam laços com Brasil e Hezbollah
Prisão de suspeitos no Equador
Investigação no país ajudou PF a prender 19 suspeitos no Brasil
A polícia no Equador anunciou ter desbaratado uma quadrilha internacional de tráfico de drogas que estaria levantando dinheiro para o grupo militante islâmico Hezbollah.

A ofensiva nesta terça-feira aconteceu poucos dias após a Polícia Federal brasileira ter prendido 19 supostos integrantes de uma rede de narcotráfico formada por imigrantes libaneses e aparentemente também associada ao Hezbollah.

De acordo com um relatório interno da polícia equatoriana obtido pela agência de notícias Associated Press, as detenções na sexta-feira no Brasil – resultado de buscas em São Paulo, Santos, Curitiba, Foz do Iguaçu e Ponta Porã – foram possíveis em razão de informações reunidas nas investigações no Equador.

As autoridades em Quito não quiseram dar mais detalhes sobre a suposta ligação da quadrilha com o grupo islâmico ao fazer o anúncio, mas afirmaram que ela enviava ao Hezbollah até 70% de seus lucros. Cada carregamento de drogas tinha um valor de US$ 1 milhão.

A rede de tráfico era dirigida pelo dono de um restaurante libanês na capital equatoriana, Quito, disse a polícia.

Prisões

Além do dono do restaurante, identificado como Rady Zaiter, preso na semana passada na Colômbia, seis outros suspeitos também foram detidos no Equador.

Eles seriam originários de Argélia, Líbano, Nigéria, Turquia e Equador.

Segundo a agência de notícias EFE, no Brasil, onde foram apreendidos 65 quilos de cocaína, foram obtidas provas que, diz a polícia do Equador, "confirmam a relação direta da organização criminosa desarticulada com o grupo terrorista Hezbollah".

A polícia afirma que a quadrilha obtinha cocaína na Colômbia e levava a droga para Europa, Oriente Médio e o restante da América do Sul.

As drogas eram escondidas em malas com fundos falsos ou engolidas por "mulas".

Segundo o repórter da BBC Elliot Gotkine, há notícia de que funcionários do aeroporto eram subornados para fazer vista grossa à passagem de drogas.

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