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Israel prende 50 palestinos na Cisjordânia | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As forças de segurança de Israel prenderam pelo menos 50 supostos militantes palestinos na Cisjordânia horas antes de uma reunião entre o primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, e o líder da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. Os presos seriam integrantes do grupo Jihad Islâmico e foram detidos durante a noite, de acordo com fontes militares israelenses. Do total, 36 teriam sido presos em Hebron e Belém, no sul da Cisjordânia, e 14, em Ramallah, Qalqilya e Jenin, mais ao norte. A ofensiva foi a primeira operação desta magnitude em seis meses e ocorreu após uma série de ataques contra alvos israelenses. Dois israelenses morreram em ataques cometidos pelo Jihad Islâmico nos últimos dois dias. Os militantes afirmam que estavam reagindo a violações de um cessar-fogo por parte de Israel. Pouca esperança Sharon e Abbas estão conversando sobre temas na área de segurança nesta terça-feira, mas parece haver pouca esperança de avanços durante o encontro, segundo o correspondente da BBC Alan Johnston. Isso porque a mais recente onda de violência azedou o clima entre israelenses e palestinos, diz Johnston. Este é o segundo encontro entre os dois líderes desde que Abbas assumiu a Presidência da ANP. Os palestinos dizem que não querem que as conversações se concentrem na retirada israelense da Faixa de Gaza. Eles vêem a reunião como uma oportunidade para tratar de outros temas. Abbas deve pressionar por concessões israelenses que tornariam mais fácil a vida das pessoas nos territórios palestinos. Por exemplo, os palestinos querem mais liberdade de movimento, mais oportunidades de emprego em Israel e novas libertações de prisioneiros. Johnston diz que estas reivindicações já são conhecidas, e o mais provável é que elas suscitem uma resposta também já conhecida de Israel. Sharon deve bater na tecla de que concessões por parte de Israel só serão possíveis depois que as autoridades palestinas agirem contra grupos como o Jihad Islâmico. |
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