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Bin Laden não está no Afeganistão, diz embaixador | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O embaixador dos Estados Unidos no Afeganistão, Zalmay Khalilzad, descartou a hipótese de que o líder da rede extremista Al-Qaeda, Osama Bin Laden, e o ex-líder do Talebã, o mulá Omar, estejam no país. "O mulá Omar não está no Afeganistão, e não acredito que Osama esteja no país", disse Khalilzad em sua última entrevista coletiva em Cabul, antes de assumir o posto de embaixador no Iraque. Ele não disse onde acha que estariam os dois militantes, mas, segundo correspondentes da BBC na região, o discurso deu a entender que Khalilzad acredita que eles estão no Paquistão. Por outro lado, o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, disse, em uma visita na Austrália, que as forças armadas "quebraram a espinha dorsal" da Al-Qaeda no país. "Progresso" Na quarta-feira, um importante líder do Talebã, o mulá Usmani, disse que tanto Bin Laden quanto o mulá Omar estão "vivos e bem". O embaixador americano disse que os Estados Unidos obtiveram "um grande progresso" na luta contra a Al-Qaeda, e que ainda não se sabe o quanto da rede ainda está sob controle de Osama Bin Laden. "Um número significativo de líderes da Al-Qaeda foram capturados. A rede de contatos deles foi prejudicada, assim como a rede financeira", disse. "Mas esta é uma luta a longo prazo e, simbolicamente, é muito importante que seja feita justiça contra ele (Bin Laden). Mais cedo ou mais tarde, ele será encontrado." "Não é fácil encontrar uma pessoa, ainda mais com a provável ajuda de outras pessoas (para se esconder)... E é uma região vasta", afirmou. Khalilzad tem sido uma figura polêmica. No ano passado, ele disse que o governo paquistanês não estava fazendo o suficiente na luta contra a Al-Qaeda, o que o presidente Musharraf chamou de comentários "preocupantes, bobos e altamente irresponsáveis". Correspondentes da BBC no país dizem que, desta vez, o embaixador utilizou uma linguagem mais diplomática para evitar ofensas ao Paquistão. Khalilzad atuou como embaixador em Cabul desde novembro de 2003 e, segundo os correspondentes, teve um papel bastante influente no processo de transição do Afeganistão. |
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