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'Washington Post' confirma nome de Garganta Profunda | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O jornal americano The Washington Post confirmou nesta terça-feira que o segundo em comando do FBI (a polícia federal americana) em meados da década de 70, Mark Felt, hoje aposentado, é o lendário "Garganta Profunda" - a fonte que forneceu informações cruciais no caso Watergate. O caso culminou com a renúncia do presidente dos Estados Unidos, Richard Nixon, em 9 de agosto de 1974. A confirmação de que Felt ajudou os repórteres Bob Woodward e Carl Bernstein a revelarem os desdobramentos do caso foi feita em declaração no website do Washington Post. Felt, de 91 anos, revelou para a revista americana Vanity Fair que era a fonte, um dos maiores mistérios da história do jornalismo moderno. Os dois jornalistas haviam se comprometido a divulgar o nome do informante apenas depois de sua morte. Família Felt disse à revista que só admitiu seu segredo para a sua família em 2002, quando sua filha o confrontou depois de ter sido alertada para o fato por um de seus assessores mais próximos. O "Garganta Profunda" recebeu essa denominação devido a um filme pornográfico famoso lançado na época do escândalo. O informante teria dado dicas valiosas aos repórteres que investigavam o envolvimento de Nixon (na época presidente republicano dos Estados Unidos) com espionagem na sede do Partido Democrata americano, no edifício chamado Watergate. A mais valiosa dica teria sido "siga o dinheiro", imortalizada no filme sobre o caso, Todos os Homens do Presidente, de 1976. Watergate levou a um fato inédito na história americana e que nunca mais foi repetido: a renúncia de um presidente. |
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