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França se divide às vésperas de referendo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A França vive nesta sexta-feira o último dia de campanha antes do referendo de domingo sobre a adesão ou não a uma Constituição da União Européia. Os chefes de governo da Alemanha e da Espanha viajaram ao país para participar de manifestações a favor do voto pelo "sim". Os atos são organizados principalmente pelo Partido Socialista. Apesar disso, importantes dirigentes socialistas vão se aliar aos comunistas e lideranças sindicais em Paris para tentar convencer os indecisos a rejeitar o tratado constitucional. Na noite de quinta-feira, o presidente francês, Jacques Chirac, fez um apelo de última hora na TV em defesa da Constituição européia. A mais recente pesquisa, do do jornal Le Figaro, mostra que 55% dos eleitores que já decidiram seu voto devem optar pelo “não”, enquanto 45% preferem o “sim”. Tentando reverter a tendência, Chirac pediu aos eleitores franceses que não encarem o referendo como uma avaliação do seu governo. Ele disse que o voto se refere ao futuro, acrescentando que os europeus veriam a derrota do “sim” como um “não” dos franceses à Europa. Zapatero e Schröder Em Lille (norte), o líder socialista François Hollande terá como reforço no ato de campanha desta sexta-feira o primeiro-ministro da Espanha, Jose Luis Rodriguez Zapatero. Em Toulouse, sudoeste da França, o chanceler alemão, Gerhard Schröder, participa de um evento semelhante. A correspondente da BBC em Paris Caroline Wyatt afirma que os políticos estão longe de ter convicção de que serão capazes de influenciar a opinião pública, numa eleição que dividiu os franceses. Os principais dissidentes socialistas, entre eles o ex-primeiro-ministro Laurent Fabius e o parlamentar Jean-Luc Melenchon, vêm convocando os eleitores a comparecer às urnas no domingo. Melenchon estará ao lado de vários líderes de partidos de esquerda e sindicalistas numa passeata pelo "não" em Paris. Simpatizantes da Frente Nacional, partido de extrema-direita encabeçado por Jean-Marie Le Pen, também se opõem à Constituição e devem sair às ruas parisienses. Destino “No domingo, cada um de vocês terá em suas mãos parte do destino da França”, disse Chirac na TV. Segundo ele, é preciso ter em mente o que realmente está em jogo no referendo. “A decisão que temos em nossas mãos vai além das divisões políticas tradicionais”, disse o presidente francês. “Não é nem sobre a direita nem sobre a esquerda. Não é uma questão de dizer ‘sim’ ou ‘não’ ao governo”, continuou. “É uma questão sobre o seu futuro, o de seus filhos, o futuro da França, o futuro da Europa.” A França é o segundo país europeu a realizar um referendo sobre a Constituição – na Espanha, o "sim" a favor da Carta venceu, e o Parlamento ratificou. Na quarta-feira da semana que vem, a Holanda também submete o tratado à aprovação pública. Assim como na França, as pesquisas indicam que a maioria dos holandeses planeja votar "não". |
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