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Jaafari diz que rebeldes querem causar guerra civil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro do Iraque, Ibrahim Jaafari, disse à BBC que os insurgentes por trás da recente onda de violência no país querem provocar uma guerra civil. Jaafari disse, no entanto, que isso não deve funcionar por causa do que chamou de antiga cultura de coexistência pacífica entre os grupos do Iraque. "Nós somos todos iraquianos, uma família, independentemente da seita, etnia, orientação política, etc", afirmou o premiê, na sua primeira entrevista desde que assumiu o poder, há duas semanas. Jaafari afirmou ainda que é preciso incluir os sunitas no governo para evitar o aumento da insurgência no país. "Jovens podem ir para o outro caminho se não virem que o processo político está aberto para eles." "Nós temos nos focado muito em assegurar que os árabes sunitas recebam posições no Estado e sejam nomeados para uma série de Ministérios para que possamos bloquear a estrada daquelas pessoas que estão tentando puxar esses jovens para a chamada resistência", disse Jaafari. Resposta política e militar Jaafari disse que o seu governo responderá ao problema atuando politica e militarmente. Do ponto de vista militar, ele menciona como exemplo a criação de um centro de coordenação de operações no país. No campo político, Jaafari diz que está aberto a todos, mesmo aqueles que estão na luta armada, desde que não sejam criminosos. "Como você deve tratar aqueles que derramam o sangue de iraquianos, e os chamam de infiéis e justificam matá-los porque eles votaram?". "Como podemos ter diálogo com pessoas que abduzem nossas filhas inocentes de universidades e tentam fazer coisas más, e violentam essas mulheres, e decapitam pessoas?" O premiê iraquiano disse ainda que instituiu uma comissão especial para acelerar a eleboração de uma Constituição – vista como a pricipal tarefa do governo de tarnsição que ele lidera – e que todos os esforços serão feitos para que o documento esteja pronto até agosto. O progresso no campo político, disse Jaafari, deve ter um impacto positivo na segurança do país. |
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