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Atualizado às: 02 de maio, 2005 - 10h59 GMT (07h59 Brasília)
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Liberais democratas dizem que voto útil é 'besteira'
Charles Kennedy
Kennedy diz que voto útil nos trabalhistas é besteira
O líder do Partido Liberal Democrata, Charles Kennedy, disse que a defesa do Partido Trabalhista ao voto útil para evitar a vitória dos conservadores é "uma enorme besteira".

Em um pôster de campanha, o Partido Trabalhista alerta que se um a cada dez tradicionais eleitores do partido mudarem o voto para os liberais democratas, os conservadores vão vencer as eleições.

A resposta de Kenedy à propaganda foi "se você votar em liberais democratas vai eleger liberais democratas".

Kennedy ainda alertou os eleitores a não confiar nem nos trabalhistas nem nos conservadores, já que os dois partidos foram favoráveis à guerra no Iraque.

Liderança nas pesquisas

No domingo, a guerra voltou a dominar a campanha eleitoral a menos de uma semana do pleito.

O primeiro-ministro Tony Blair tentou diminuir a importância de um memorando vazado para a imprensa, indicando que ele procurava razões para justificar a guerra em julho de 2002 - oito meses antes dos conflitos.

O Partido Trabalhista está três pontos à frente dos conservadores, com 36% da preferência dos eleitores, segundo a última pesquisa de opinião encomendada pelo jornal Daily Telegraph. Os liberais democratas estão em terceiro, com 24%.

Os conservadores, que têm 33% da preferência, afirmam estar confiantes de que podem vencer.

Nesta segunda-feira, o ex-diretor geral da BBC Greg Dyke anunciou em uma entrevista coletiva do Partido Liberal Democrata que iria votar no partido, depois de 40 anos de apoio aos trabalhistas.

Dyke, que renunciou ao cargo na BBC por conta de uma disputa com o governo em relação às razões que levaram a Grã-Bretanha à guerra no Iraque, disse que o governo escolheu os trechos do parecer legal e das informações dos serviços de inteligência que interessavam e ignorou o resto para justificar a invasão ao Iraque.

Charles Kennedy disse que as eleições são mais do que uma batalha entre os partidos sobre políticas específicas. Segundo ele, o que está em jogo é em que partido podemos confiar para liderar o país.

"O governo trabalhista disse que o Iraque tinha armas de destruição em massa, mas essas armas nunca existiram. Se não podemos confiar nos trabalhistas em questões como o Iraque, como podemos confiar neles em educação e criminalidade - ou qualquer outra coisa?", perguntou Charles Kennedy.

"E como podemos confiar no Partido Conservador, que sempre apoiou a guerra?"

"Nada sério"

No domingo, o primeiro-ministro Tony Blair, do Partido Trabalhista, disse que os liberais democratas e os conservadores estão se concentrando na questão do Iraque porque "não tem nada sério para falar" sobre outras questões.

"Os liberais democratas podem estar mais próximos dos nossos valores, mas são incapazes de encarar os meios necessários para chegar aos fins", argumentou Tony Blair, acrescentando que a economia é a questão central.

O coordenador do Partido Trabalhista das eleições, Alan Milburn, disse que esta é "uma corrida apertada".

66Eleições britânicas
Página especial traz notícias e análises sobre a disputa.
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