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Atualizado às: 29 de abril, 2005 - 10h55 GMT (07h55 Brasília)
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Presidente chinês encontra líder da oposição de Taiwan
Lien Chan (à esq.) e Hu Jintao
Visita de Lien à China está sendo descrita como 'histórica'
O presidente da China, Hu Jintao, encontrou-se nesta sexta-feira em Pequim com o líder da oposição nacionalista de Taiwan, Lien Chan, em uma reunião que está sendo descrita como histórica.

Na agenda do encontro estavam propostas para acabar oficialmente com décadas de hostilidade mútuas entre Taiwan e a China.

Este foi o primeiro encontro entre os líderes do Partido Comunista chinês e do Partido Nacionalista (Kuomitang), o grupo liderado por Chiang Kai-shek, que, após sua derrota na revolução de 1949, fugiu para Taiwan.

A mídia estatal da China informou está sendo estudado o envio de um par de ursos pandas para Taiwan a fim de sublinhar a importância que o governo está dando à visita.

Status quo

A TV chinesa mostrou Hu sorrindo enquanto cumprimentava o oposicionista taiuanês.

Hu disse que a visita “injetou uma nova vitalidade” às relações entre os dois lados do Estreito de Taiwan.

Lien, por sua vez, disse que “o que precisamos é de reconciliação e paz”.

Nesta sexta, antes de se encontrar com Hu, Lien fez um discurso na Universidade de Pequim, no qual defendeu que é preciso buscar a reconciliação entre a China e Taiwan.

“Isto é algo a que nossos povos vão dar as boas-vindas, pois queremos evitar um conflito”, disse Lien.

Mas ele fez um apelo para que ambos governos “mantenham o status quo”.

Lien também disse que o ritmo e a dimensão das reformas políticas na China continental “ainda têm considerável possibilidade de melhoria”.

Divisão

O líder oposicionista de Taiwan, que nasceu na China, chamou sua viagem de oito dias ao continente de uma jornada pela paz.

Mas um correspondente da BBC em Taipei disse que, enquanto algumas pessoas em Taiwan são a favor de uma redução das tensões com a China, outras estão preocupadas com o fato de a visita de Lien estar ocorrendo tão pouco tempo depois que o governo comunista aprovou uma lei que autoriza o uso de força, caso a ilha se declare formalmente independente.

Após sua derrota na guerra que terminou em 1949, os nacionalistas que se exilaram em Taiwan declararam ser o legítimo governo da China, e desde então o regime comunista considera a ilha uma província renegada.

Os nacionalistas governaram Taiwan durante várias décadas, mas hoje estão na oposição, e a China se recusa a negociar com o presidente Chen Shui-bian, que defende uma linha pró-independência de Taiwan.

Chen disse que Pequim visa, com a visita de Lien, apenas dividir a opinião pública taiuanesa.

Na quarta-feira, o governo americano disse que via com bons olhos iniciativas como a visita de Lien à China, mas instou o governo comunista a negociar diretamente com Chen.

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