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Atualizado às: 20 de abril, 2005 - 19h32 GMT (16h32 Brasília)
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Congresso do Equador destitui presidente
O presidente do Equador, Lucio Gutiérrez
Moção parlamentar acusou presidente de abandonar o posto
O Cogresso do Equador aprovou nesta quarta-feira a destituição do presidente Lucio Gutiérrez.

A moção acusou Gutiérrez de "abandonar o posto" e nomeou como subsituto no comando do país seu vice-presidente, Alfredo Palácio, que já prestou juramento.

"A ditadura acabou", declarou Palácio após a cerimônia de posse, aplaudido pelos deputados. "Hoje a arrogância e o medo terminaram."

Gutiérrez deixou o palácio presidencial de helicóptero. Seu porta-voz disse à BBC que ele continua no cargo e que permanecerá no Equador numa casa particular. Há versões, porém, que dizem que ele irá para o Panamá.

Segundo a agência de notícias Associated Press, a procuradora-geral em exercício Cecilia Armas expediu uma ordem de prisão de Gutiérrez, pela violenta repressão a manifestantes de oposição nos últimos dias.

A decisão de destituí-lo foi tomada numa sessão especial do Congresso, da qual participaram apenas integrantes da oposição. A destituição foi apoiada por 62 dos 100 deputados.

A medida evita o processo de impeachment, a exemplo do que ocorreu em 1997, quando o Congresso retirou o presidente Abdalá Bucaran por incapacidade mental.

Gutiérrez, de 48 anos, estava no poder desde janeiro de 2003, após ter sido eleito democraticamente no ano anterior.

Horas antes da votação, as Forças Armadas, que deixaram de apoiar Gutiérrez, haviam reforçado a segurança em Quito, onde houve enfrentamentos entre membros da oposição e simpatizantes do presidente.

Suprema Corte

Os partidos da oposição acusam Gutiérrez, um ex-coronel, de buscar poderes ditatoriais por demitir os juízes da Suprema Corte e substituí-los com aliados seus, em dezembro.

Na época, congressistas aliados do presidente do Equador, Lucio Gutiérrez, destituíram a Suprema Corte anterior e indicaram novos juízes supostamente favoráveis ao presidente.

A indicação gerou fortes protestos, que cresceram quando os juízes anularam os processos contra os ex-presidentes equatorianos Abdalá Bucaram e Gustavo Noboa e o ex-vice-presidente Alberto Dahik.

Na última sexta-feira, Gutiérrez anunciou a dissolução do tribunal, provocando novas acusações da oposição.

Governo e oposição têm propostas diferentes para assegurar a independência do Judiciário e acusam um ao outro de tentar controlar os tribunais.

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