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Cardeal acusado de acobertar pedófilos enfrenta protestos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Integrantes de uma organização que dá suporte a vítimas de abusos sexuais anunciaram que vão fazer um protesto contra a decisão do Vaticano de escolher o cardeal Bernard Law para ministrar uma das nove missas, em memória do Papa João Paulo II que vão ser realizadas na segunda-feira, em Roma. O cardeal foi escalado para rezar a missa do quarto dia dos novendiali, o período de nove dias em que serão realizadas cerimônias em Roma em homenagem ao pontífice falecido. O cardeal Law deixou o posto de Arcebispo de Boston em 2002 sob acusações de que teria encoberto casos de pedofilia cometidos por padres. David Clohessy, diretor nacional da Rede de Sobreviventes a Abusos Cometidos por Padres, criticou a decisão do Vaticano. “É uma ação inacreditavelmente insensível que simplesmente atirou sal dentro de uma ferida muito profunda de milhares de vítimas de abusos e dos católicos americanos.” Panfletos Os manifestantes planejam distribuir panfletos na Basílica de Santa Maria Maior, onde o cardeal deve ministrar a missa. James Post, presidente do grupo A Voz dos Fiéis disse que o Cardeal Law “continua a ser o símbolo vivo da mancha negra do papado de João Paulo II”. Cardeal Law, no momento, dirige a Basílica de Santa Maria Maior. A arquidiocese de Boston foi alvo de 450 ações na Justiça por supostos casos de pedofilia cometidos durante várias décadas e em 2003 pagou indenizações no valor de US$ 85 milhões após acordos com vítimas. Cardeal Bernard Law foi acusado de ter apenas transferir os padres acusados de um cargo para outro e tomar outras medidas para abafar os casos, ao invés de procurar investigar as acusações e punir os eventuais envolvidos. No final de 2002, após a repercussão negativa do caso, ele renunciou ao comando da diocese e fez um pedido de desculpas. “Para todos aqueles que sofreram com minhas deficiências e erros, mais uma vez eu peço desculpas e imploro seu perdão”, disse o cardeal na época. |
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