|
Observadores apóiam resultado de eleições no Zimbábue | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Observadores do sul da África endossaram o resultado das eleições parlamentares do Zimbábue, das quais saiu vitorioso o partido Zanu do atual presidente Robert Mugabe. A Comunidade do Sul da África para o Desenvolvimento (SADC, na sigla em inglês) disse que o resultado refletiu a vontade do povo, mas outros monitores afirmaram que o pleito não foi livre nem justo. O partido Zanu obteve dois terços das cadeiras do parlamento, o que permite que o presidente Mugabe altere a Constituição. O principal partido da oposição, o Movimento pela Mudança Democrática (MDC), disse que as eleições foram fraudulentas e pede a realização de um novo pleito. Os Estados Unidos lideraram as críticas à votação de quinta-feira. Mas correspondentes afirmam que o presidente Mugabe está apenas interessado na oponião dos africanos. 'Transparente' Observadores da SADC afirmaram que a votação foi "pacífica, transparente, crível e bem administrada", apesar de eles terem expressado preocupação em relação à falta de acesso da oposição à imprensa estatal. O partido Zanu obteve 78 das 120 cadeiras do Parlamento que estavam sendo disputadas, e o MDC conseguiu 41. De acordo com a lei do país, o presidente tem o direito de nomear outros 30 parlamentares ao Parlamento, o que dará ao Zanu dois terços do total de 150 cadeiras.
O líder do MDC, Morgan Tsvangirai, pediu que um novo pleito seja realizado sob novas condições. "Enquanto nós tivermos eleições sob as mesmas condições, não há como as eleições serem livres e justas", disse o porta-voz do partido, William Bango. Bango afirmou que o líder do partido irá buscar um programa de alternativas políticas. O partido não irá contestar o resultado nos tribunais, porque, segundo o porta-voz tentativas anteriores se mostraram infrutíferas. O MDC não descarta, no entanto, a realização de protestos e outros tipos de ação em massa. Planos O partido Zanu rejeitou as alegações de fraude. "Estas foram as eleições mais livres e justas do mundo", disse o ministro da Justiça, Patrick Chinamasa à BBC. Em 2000, o Zanu ganhou a maioria das cadeiras, mas não conseguiu os dois terços necessários para alterar a Constituição. Mugabe sempre disse que gostaria de alterar a Constituição para estabelecer uma segunda câmara do Parlamento. Críticos afirmam que ele quer encher essa segunda câmara com seus simpatizantes para aumentar sua influência quando ele se aposentar. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||