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Presidente do Zimbábue prevê vitória em eleição polêmica | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Eleitores do Zimbábue já enfrentam longas filas nesta quinta-feira para escolher seus parlamentares em meio a acusações de fraude no pleito. O presidente Robert Mugabe, no poder há 25 anos, disse que a eleição deve representar uma "vitória monumental" que aumentará ainda mais o seu poder. As eleições já foram rotuladas de injustas pelos Estados Unidos e a União Européia, cujos observadores foram proibidos de monitorar o pleito. Grupos de defesa dos direitos humanos dizem que os nomes de milhares de pessoas já mortas ainda constam dos registros eleitorais. Crise A oposição no país diz que, embora tenha podido realizar uma campanha eleitoral, as fortes medidas de segurança tornaram as eleições "fraudulentas". Nas eleições, serão escolhidos 120 lugares no Parlamento, e Mugabe vai ter o direito de escolher outros 30 nomes. Uma maioria de dois terços na Casa permitiria ao governo mudar a Constituição. Não foram registradas desta vez as cenas de violência e intimidação vistas nas eleições de 2002, embora existam relatos de restrições para a imprensa e de que comida foi negada para simpatizantes da oposição. Críticos do governo de Mugabe dizem que a reforma agrária – com a apropriação da terra de fazendeiros brancos – arruinou a agricultura do país e gerou fome, inflação e desemprego. Mugabe diz que os Estados Unidos, a União Européia e os antigos colonizadores do país, a Grã-Bretanha, são responsáveis pela crise no Zimbábue. Aos 81 anos de idade, Mugabe diz que não pretende buscar a reeleição em 2008. As urnas vão ser fechadas às 14h (horário de Brasília), e resultados preliminares são esperados em 48 horas. |
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