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Judeus e muçulmanos se unem a católicos em orações pelo papa | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Missas especiais em homenagem ao papa estão sendo realizadas no mundo inteiro neste sábado. Membros de outras religiões, como judeus e muçulmanos, também fizeram orações pela saúde de João Paulo 2º. Nos Estados Unidos, um porta-voz da Casa Branca disse que o presidente George W. Bush e sua mulher, Laura, estavam rezando pelo papa e acompanhando de perto o noticiário sobre a sua saúde. As autoridades americanas disseram ser prematuro para afirmar se Bush compareceria a um eventual funeral do papa. No seu programa semanal de rádio, Bush descreveu João Paulo 2º como "um fiel servo de Deus e defensor da dignidade e liberdade". "Ele é uma inspiração a todos nós." Na Polônia, terra natal do papa, milhares de pessoas compareceram às missas na capital, Varsóvia. A maior multidão se aglomerou na região da Igreja de Santa Ana, onde João Paulo 2º falou a estudantes durante sua primeira viagem oficial ao país, em 1979. Lotação A igreja estava tão lotada que nem mesmo o prefeito de Varsóvia conseguiu furar a multidão para entrar no local. Ele deu ordens então para a instalação de telões do lado de fora, para que todos pudessem acompanhar o serviço religioso. Milhares em Portugal se dirigiram ao santuário de Fátima. Os fiéis acreditam que o local, visitado três vezes pelo papa, tem laços espirituais importantes com o pontífice. Ele afirma acreditar que foi Nossa Senhora de Fátima que o salvou da morte numa tentativa de assassinato em 1981. Católicos na Ásia e América do Sul também estão rezando pelo pontífice. Em São Paulo, cerca de 20 mil pessoas se reuniram em uma missa por João Paulo 2º. Muitos se reuniram também em Aparecida do Norte e em igrejas de todo o país. "Nós sabemos o quanto ele ama o Brasil e o quanto os brasileiros o amam", disse dom Claudio Hummes, arcebispo de São Paulo. No México, fiéis se dirigiram a Guadalupe, um centro de peregrinação católica. Em Cuba, inicialmente as autoridades católicas locais reclamaram do governo de Fidel Castro, acusando Havana de proibir a TV estatal de transmitir notícias sobre as graves condições de saúde do papa. Mas o governo cubano voltou atrás de sua decisão e permitiu que o mais alto representante católico na ilha, o arcebispo Jaime Ortega, realizasse um pronunciamento de seis minutos na TV comunicando os fiéis de que o papa estava prestes a morrer. A única outra ocasião em que Cuba autorizou o arcebispo a fazer um pronunciamento semelhante foi na véspera da visita de João Paulo 2º, em 1998. China Até mesmo a China enviou uma mensagem ao pontífice, a primeira do país comunista ao líder da Igreja Católica desde os anos 50. Um porta-voz do Ministério do Exterior chinês disse na sexta-feira que espera que o papa se recupere em breve. A China suspendeu as relações com o Vaticano em 1951 e desde então o governo insiste que os católicos só rezem em igrejas aprovadas pelo Estado, que não reconhecem a autoridade do papa. No entanto, muitos chineses católicos continuam a honrar o papa em cerimônias clandestinas, correndo o risco de ser presos. Os fiéis também lotaram as igrejas das Filipinas, país de maior população católica da Ásia (65 milhões), onde a última visita do papa levou milhões às ruas. "Estamos rezando pela saúde dele nesses dias de doença. Mas estamos perparados para o pior", disse o padre Rey Caluba, pároco de uma igreja em Manila. |
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