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Milhares fazem vigília pelo papa no Vaticano | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O agravamento do estado de saúde do papa João Paulo 2º levou milhares de fiéis a passar a madrugada deste sábado na praça de São Pedro, no Vaticano, em Roma. Na sexta-feira, o Vaticano anunciou que a saúde do papa está "visivelmente comprometida" e que ele tem problemas respiratórios, cardíacos e renais - a imprensa italiana chegou a anunciar sua morte, para ser desmentida depois pela Santa Sé. Segundo diferentes estimativas, nos horários de maior movimento, das 22h à meia-noite em Roma (17h e 19h no Brasil), entre 40 mil e 60 mil pessoas chegaram a se reunir na praça. Depois disso, o que se viu foi um intenso vai-e-vem de pessoas que foram orar e buscar notícias sobre João Paulo 2º. "Ele é como se fosse alguém da família - um avô -, e eu vim aqui para saber como ele está", disse a estudante de comunicação Pierana Murjolo, sentada na praça junto com alguns amigos. Assim como a grande maioria das pessoas que foram para São Pedro, Murjolo estava voltada para as duas janelas acesas dos aposentos do papa, visíveis da praça. Apesar das notícias negativas sobre a saúde do pontífice, o clima entre os fiéis variava muito. Enquanto algumas pessoas choravam ou rezavam de forma compungida, muitos grupos de jovens, sentados no chão, cantavam e tocavam violão animadamente. Vez por outra, um coro de "viva o papa" irrompia na multidão para terminar numa onda de aplausos. "Ele era um papa do povo, um papa dos jovens, é só olhar aqui", disse a agente de viagens Patricia Mosetti, destacando a grande quantidade de jovens na praça de São Pedro. Aos 33 anos, ela diz que só consegue se lembrar de João Paulo 2º como papa (ele está no cargo há 26 anos) e que o pontífice tinha um estilo que fazia os fiéis se sentirem muito próximos. "Ele não parecia um papa, parecia uma pessoa comum", completou Enrico Sessa, colega de Mosetti. De maneira geral, a maior expectativa era saber como estava a saúde do pontífice. Muitas pessoas chegavam a abordar os repórteres que estavam no local para perguntar se alguma notícia havia sido divulgada. A estudante americana Karsten Yong chegou à praça por volta de 23h e, às 2h da manhã, deitada no chão ao lado de duas colegas dentro de sacos de dormir, ela afirmou que não sairia da praça até ter notícias. "Este é um momento histórico e é muito importante para mim pessoalmente e para a igreja." Perto delas, um grupo de 30 padres ajoelhados no chão rezava em voz alta e olhos fixos nas janelas acesas do Vaticano. Poucos fiéis sabiam dizer como a eventual morte de João Paulo 2º pode afetar a Igreja Católica, mas a maioira concordava em uma coisa - será difícil substituí-lo. |
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