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Espanha venderá equipamento militar à Venezuela | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Espanha concordou em fornecer à Venezuela aviões militares e barcos de patrulha em um acordo que causou preocupação dos Estados Unidos. O primeiro-ministro espanhol, José Luís Rodriguez Zapatero, e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, defenderam o negócio alegando que o equipamento vai ser usado no combate ao narcotráfico. O acordo foi assinado nesta quarta-feira, ao final de dois dias de visita de Zapatero à Venezuela, que incluiu participação em reunião de cúpula em Ciudad Guayana. Também estiveram presentes o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, e o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. Diplomatas americanos na capital espanhola, Madri, disseram que este está entre uma série de acordos para a venda de armas à Venezuela que podem desestabilizar a América do Sul. Os Estados Unidos também manifestaram preocupação com planos da Venezuela de comprar helicópteros e fuzis da Rússia. Segundo correspondentes, o governo de Caracas vê seu fortalecimento com o governo socialista da Espanha como mais um passo para construir uma ampla aliança política, libertando o país da dominação dos Estados Unidos. A parceria também está sendo vista como parte dos esforços da Espanha para aumentar suas relações com a América do Sul. Partidos da oposição nos dois países criticaram o acordo. Zapatero disse acreditar que essa reação em seu país se deve a falta de informações sobre o acordo. Também foram assinados vários acordos envolvendo as companhias de petróleo da Espanha e da Venezuela, respectivamente Repsol e PDVSA. Segundo a agência de notícias EFE, a iniciativa permitirá aumentar a produção total de petróleo cru da petrolífera espanhola na Venezuela de 100 mil para 160 mil barris por dia. A Repsol opera na Venezuela desde 1994. |
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