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Câmara alta anuncia dissolução no Quirguistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A câmara alta do antigo Parlamento do Quirguistão, seguindo o exemplo da câmara baixa na segunda-feira, anunciou sua própria dissolução. A decisão faz com que o Parlamento eleito em um polêmico pleito neste mês seja o único a continuar funcionando e resolve um impasse que vinha se arrastando no país centro-asiático nos últimos dias. O presidente interino do Quirguistão, Kurmanbek Bakiev, disse que a decisão é “histórica” e que espera que ela “traga calma” para o país. Desde que manifestantes derrubaram o presidente Askar Akayev na semana passada, o antigo e o novo Parlamento estavam disputando quem tinha o direito legítimo de funcionar. Estopim A eleição que definiu a composição do novo Parlamento foi o estopim dos protestos que culminaram na derrubada do governo, com opositores de Akayev afirmando que houve fraudes. Logo após a tomada da capital, Bishkek, pelos opositores, a Corte Suprema anulou os resultados da votação e declarou que o antigo Parlamento manteria sua autoridade, mas o órgão eleitoral do país deu apoio aos legisladores eleitos em março. Bakiev a princípio apoiou o antigo Parlamento, mas mudou de oposição depois que o novo o declarou primeiro-ministro. Ele já havia sido designado primeiro-ministro interino, mas este anúncio aumentou sua legitimidade. Bakiev disse que quer promover eleições presidenciais dentro de três meses, mas o presidente do novo Parlamento disse que a votação só pode ser realizada depois de negociações com Akayev, que não renunciou formalmente. Não está claro onde Akayev se encontra. Bakiev disse que ele vai ter direito a todas as garantias legais caso volte ao Quirguistão. |
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