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Parlamentares param atividades para conter crise no Quirguistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A câmara baixa do antigo Parlamento do Quirguistão aceitou suspender as suas atividades nesta segunda-feira. Seu presidente, Ishenbai Kadyrbekov, disse que a medida estava sendo tomada em nome do interesse nacional, a fim de estabilizar a situação política no país. Mas não está claro se a câmara alta do Parlamento vai fazer o mesmo e ceder o poder ao novo Parlamento, que foi formado como resultado das recentes eleições legislativas que estão na origem dos protestos que acabaram derrubando o governo quirguiz. Negociações estão tomando lugar para tentar chegar a um acordo sobre qual dos Parlamentos vai continuar em funcionamento. Salas separadas Para um correspondente da BBC em Bishkek, a decisão da câmara baixa pode ser um primeiro indício de que os antigos parlamentares estariam dispostos a abrir mão de sua reivindicação de legitimidade. Tanto o antigo como o novo Parlamento realizaram sessões nesta segunda-feira em salas separados do prédio-sede do Legislativo quirguiz. No domingo, o comitê eleitoral do Quirguistão apoiou os deputados eleitos na contestada eleição de fevereiro. O polêmico resultado dessa votação levou à deposição do presidente Askar Akayev. A oposição acusava o então líder do país de ter fraudado os resultados. Na quinta-feira, a Suprema Corte do país havia anulado o resultado da votação e dito que os deputados com um mandato legítimo eram os que já detinham cargos no Parlamento. O presidente interino quirguiz, Kurmanbek Bakiyev, apóia a decisão da Suprema Corte do país. Mas o recém-indicado chefe da área de Segurança, Felix Kulov, dise que o mandato do parlamento anterior terminou e que o novo parlamento é legítimo, do ponto de vista legal. Segundo um correspondente da BBC em Bishkek, a divergência entre o presidente interino e Felix Kulov pode indicar cisões futuras entre os principais líderes de grupos oposicionistas que agora controlam o país. O principal órgão de segurança da Europa, a Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), está realizando intensos esforços para pôr fim à disputa pelo poder. O chefe da entidade, Jan Kubis, já está no país para participar de negociações, e especialistas jurídicos devem chegar nos próximos dias. |
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