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Organização européia pede fim de disputa no Quirguistão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O principal órgão de segurança da Europa, a Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), está realizando intensos esforços para pôr fim à disputa pelo poder que está sendo travada no Quirguistão. O conflito opõe deputados aliados do governo deposto e políticos que se aliaram ao governo interino. A autoridade máxima da OSCE já está no país e especialistas jurídicos devem chegar nos próximos dias. O comitê eleitoral do país apoiou neste domingo os deputados eleitos na contestada eleição de fevereiro. O controverso resultado dessa votação levou à deposição do presidente Askar Akayev. A oposição acusava o então líder do país de ter fraudado os resultados. Na quinta-feira, a Suprema Corte do país havia anulado o resultado da votação e dito que os deputados com um mandato legítimo eram os que já detinham cargos no parlamento. Segundo a Suprema Corte, a eleição de fevereiro foi irregular devido à intervenção do governo. Divergências O presidente interino quirguiz, Kurmanbek Bakiyev, apóia a decisão da Suprema Corte do país. Mas o recém-indicado chefe da área de Segurança, Felix Kulov, dise que o mandato do parlamento anterior terminou e que o novo parlamento é legítimo, do ponto de vista legal. Segundo o correspondente da BBC, a divergência entre o presidente interino e Felix Kulov pode indicar cisões futuras entre os principais líderes de grupos oposicionistas que agora controlam o país. Muitos deputados que perderam seus mandatos no pleito de fevereiro se reuniram na capital do país, Bishkek, e realizaram discursos nos quais afirmaram que aqueles que participaram de "eleições fraudadas" não deveriam ocupar cargos. Houve também oradores que defenderam a dissolução tanto do parlamento antigo como do novo. O presidente interino Bakiyev marcou eleições presidenciais para o dia 26 de junho, mas o principal órgão de segurança europeu considerou a data pouco realista. Markus Mueller, que foi o enviado especial ao Quirguistão da Organização pela Segurança e Cooperação na Europa, disse que o período para a realização de uma votação é muito curto e que ainda há uma série de temas constitucionais para ser resolvidos. |
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