 |  Koizumi (à esq.) julga que fim do embargo prejudica equilíbrio militar |
O primeiro-ministro do Japão, Junichiro Koizumi, e o presidente da França, Jacques Chirac, expressaram divergências públicas sobre o plano da União Européia de suspender um embargo de armas à China. Durante uma entrevista coletiva, Koizumi disse que a medida conta com forte oposição do Japão e causa preocupação no país. De acordo com o líder japonês, o fim do embargo de armas à China pode desnivelar o equilíbrio militar no leste asiático. Mas Chirac afirmou que serão dadas garantias relativas à exportação de armamentos pesados e tecnologia militar para a China. O presidente francês disse que as condições na China mudaram desde que a União Européia impôs o embargo de armas, pouco após a repressão violenta aos protestos na Praça da Paz Celestial, em 1989. Após o encontro, Junichiro Koizumi afirmou que o Japão não pretende abrir mão de seu projeto de desenvolver o primeiro reator do mundo por fusão nuclear. A França, por sua vez, também pretende abrigar o reator. |