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Bush sanciona lei que mantém viva mulher em coma | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sancionou uma lei para que os médicos mantenham viva Terri Schiavo, uma mulher com grave lesão cerebral em estado vegetativo há 15 anos. O projeto de lei foi redigido e aprovado pelo Senado dos Estados Unidos no sábado e aprovado pela Câmara dos Representantes depois de debates apaixonados no domingo. Bush interrompeu suas férias no Texas e voltou a Washington para tratar do caso. Com a assinatura do presidente, o projeto virou lei na madrugada desta segunda-feira. A nova lei determina que um tribunal federal reveja o caso de Terri Schiavo, de 41 anos. O Congresso americano entrou no caso depois que um juiz da Flórida permitiu que o tubo que a alimenta fosse removido, atendendo a uma solicitação do marido dela. Com a retirada do tubo, Schiavo morreria em duas semanas, a não ser que a decisão do juiz da Flórida, adotada na sexta-feira, seja revista e o tubo inserido novamente. Acredita-se que o juiz federal que vai rever o caso decidirá pela volta do tubo e da alimentação de Schiavo. Condições Terri Schiavo entrou nesse estado vegetativo depois que seu coração parou temporariamente de bater em 1990. O marido de Schiavo, Michael, seu guardião legal, entrou com processo pedindo que fosse permitida a sua morte. Michael Schiavo, que nesse período constituiu uma nova família com outra mulher, diz que Terri Schiavo não gostaria de ser mantida viva em suas condições atuais. Os pais dela, porém, que passaram sete anos lutando para mantê-la viva, dizem que ela ainda leva uma vida satisfatória. Alguns políticos da Flórida queixaram-se da interferência política do Congresso no caso. O porta-voz de Bush, Scott McClellan, disse, contudo, que é "uma questão de defender a vida". |
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