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Palestinos mantêm trégua, mas negam cessar-fogo oficial | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Grupos militantes palestinos reunidos no Cairo concordaram em continuar com a trégua informal em suas ações contra Israel, mas se negaram a adotar um cessar-fogo oficial. As 13 organizações presentes ao encontro, do qual participa o presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, já teriam preparado um comunicado final em que se comprometem a manter o "período de calma", com a condição de que Israel continue a fazer concessões. "A trégua vai continuar, mas para isso Israel deve parar a agressão contra palestinos e libertar presos palestinos", disse à agência de notícias Associated Press, Sakhar Habash, do comitê central do Fatah (partido de Abbas). Os líderes de grupos como Hamas e Jihad Islâmico dizem que o atual período de trégua no conflito não significa um cessar-fogo, o que eles aceitariam apenas mediante algo em troca do governo israelense. Israel afirma que a trégua só estará de acordo com aquilo que foi acertado com a Autoridade Palestina na cúpula de Sharm el-Sheikh (Egito), no mês passado, se a liderança palestina tomar medidas para desarmar os militantes e desmantelar o que chamam de infra-estrutura do terror. União Européia A União Européia afirmou que suas investigações não encontraram provas conclusivas de que a ajuda financeira do bloco à Autoridade Palestina tenha sido desviada por funcionários corruptos ou para patrocinar grupos militantes. Um inquérito oficial que durou dois anos foi instaurado após denúncias de membros do Parlamento europeu de que a ajuda européia entre 2000 e 2002 havia sido canalizada para financiar propaganda contra Israel e atos terroristas. O Escritório Europeu Antifraudes recomendou a criação de mecanismos de controle financeiro para evitar o desvio de fundos destinados aos palestinos. Entre 2000 e 2003, a União Européia contribui com mais de US$ 300 milhões aos cofres palestinos. Outros cerca de US$ 200 milhões chegaram aos territórios da Cisjordânia e da Faixa de Gaza por outros canais de assistência internacional. Egito e Israel O Egito enviou nesta quinta-feira um novo embaixador a Tel Aviv, após mais de quatro anos desde que decidiu retirar o seu representante no país vizinho. A medida marcou um esfriamento das relações bilaterais após o início da segunda intifada (levante) palestina. O novo embaixador, Mohammed Assem Ibrahim, já trabalhou antes na embaixada do Egito em Israel, assim como nos serviços de inteligência egípcios. O Egito e a Jordânia, dois únicos países árabes a terem assinado tratados de paz com Israel, anunciaram que enviariam de volta seu representantes após a reunião de cúpula israelo-palestina de Sharm el-Sheikh. |
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