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Irã rejeita incentivo americano para questão nuclear | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Irã rejeitou a nova política americana de oferecer incentivos econômicos para que o país abandone seu programa de enriquecimento nuclear. “Não existe pressão, propina ou ameaça que vai nos fazer desistir de nosso direito legítimo” de usar a tecnologia nuclear para fins pacíficos, disse um porta-voz iraniano. O presidente americano George W. Bush anunciou, na sexta-feira, mudanças na política americana, dizendo que apoiaria as negociações conduzidas pela União Européia para resolver o impasse nuclear do Irã. A secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, anunciou a suspensão da proibição, em vigor há dez anos, do Irã ingressar na Organização Mundial do Comércio (OMC) e objeções para o país adquirir peças para aviões comerciais. Sanções Os EUA acusam o Irã de usar o programa de enriquecimento nuclear como uma fachada para o desenvolvimento de armas nucleares. O ministro das relações Exteriores do Irã, Hamid Reza Asefi, declarou neste sábado que “remediar alguns erros e restrições impostas injustamente à República Islâmica do Irã não vai nos impedir de perseguirmos nossos direitos legítimos” de desenvolvimento nuclear. “As restrições para a compra de peças não-militares não deveriam ter sido impostas em primeiro lugar e as suspender não é um incentivo”, disse Asefi. “Ingressar na OMC é direito de todos os países do mundo”, disse ele. Teeran nega que esteja buscando adquirir armas nucleares, mas suspendeu o programa de enriquecimento de urânio após negociações com a França, Alemanha e a Grã-Bretanha. Tanto os EUA como a União Européia querem que a suspensão seja permanente e ameaçaram pedir sanções da ONU se o Irã não capitular. |
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