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Ministro da Defesa de Israel se encontra com presidente egípcio | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente egípcio, Hosni Mubarak, se encontrou com o ministro de Defesa de Israel, Shaul Mofaz, nesta quinta-feira em Sharm El-Sheik, na costa do Egito no Mar Vermelho. Foi a primeira viagem de Mofaz ao Egito e acredita-se que as conversas tenham se concentrado na retirada israelense do território palestino da Faixa de Gaza, que faz fronteira com o Egito. O Egito havia oferecido a mobilização de 750 policiais na fronteira com o território. Ainda nesta quinta-feira, tropas israelenses derrubaram uma casa no norte da Cisjordânia e mataram um integrante do grupo militante Jihad Islâmico. Suspeita Segundo o Exército israelense, havia suspeita de que o morto planejou o ataque suicida a um clube de Tel Aviv, no mês passado. O assassinato é mais um teste para a trégua informal que já está sob tensão por causa da falta de avanços na transferência ao controle palestino de cidades na Cisjordânia. Porém, o líder palestino, Mahmoud Abbas, disse que a trégua será formalizada em breve. Ele disse ter esperanças de que uma reunião com grupos militantes, mediada pelo Egito e marcada para a próxima semana, resulte em um anúncio oficial de cessar-fogo. "Espero que essa reunião no Cairo conclua todos os esforços feitos pelos irmãos egípcios", disse Abbas. "Se Deus quiser, poderemos ter uma declaração." Em reunião de cúpula com Abbas no Egito, no mês passado, o primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, concordou com a transferência de controle de cinco cidades da Cisjordânia e com uma tentativa de suspender operações militares em áreas palestinas. Ele não especificou se Israel continuaria a atacar palestinos quando alegasse ter informações de inteligência de possíveis ataques. Desde então, os dois lados vêm discutindo se postos de controle nos limites da cidade de Jericó deveriam ser mantidos ou demolidos. 'Combustível' O morto no incidente desta quinta-feira é Mohammed Abu Hazneh, de 28 anos, membro do Jihad Islâmico. Ele morreu depois de um breve cerco no vilarejo de Nazlat Al-Wusta, na Cisjordânia. Segundo relatos, as tropas israelenses mataram o militante ao derrubar a casa com uma escavadora depois que ele atirou em um cachorro enviado para fazê-lo sair da casa. Fontes palestinas confirmaram a morte dele. Nafez Azzam, um líder do Jihad Islâmico, disse à agência de notícias Associated Press que o assassinato poderia provocar uma resposta, pondo um fim a semanas de relativa clama. Ele disse que seu grupo iria falar da questão com Abbas. Saeb Erekat, negociador de Abbas, disse que Israel deveria ter permitido que a segurança palestina "fizesse seu trabalho nessas áreas" e alertou que essas "ações estão adicionando combustível à fogueira". Síria A explosão em Tel Aviv no mês passado foi um grande golpe sobre a trégua informal acertada entre os líderes palestino e israelense em fevereiro. Porta-vozes do Jihad Islâmico na Cisjordânia e em Damasco assumiu responsabilidade pelo ataque, mas colegas deles na Faixa de Gaza negaram que o grupo estava envolvido. Sete pessoas foram presas em conexão com o ataque por forças palestinas e israelenses. Israel disse que a Síria estava por trás do ataque, mas Damasco negou qualquer envolvimento. Abbas condenou a explosão e prometeu ajudar a encontrar os culpados. |
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