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Atualizado às: 09 de março, 2005 - 12h37 GMT (09h37 Brasília)
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Sem Maskhadov, chechenos prometem manter resistência
Maskhadov foi presidente da Chechênia e era tido como rebelde moderado
Maskhadov foi presidente da Chechênia e era tido como rebelde moderado
A morte do líder separatista checheno Aslan Maskhadov não porá fim à resistência contra a Rússia na Chechênia, segundo o representante internacional de Maskhadov, Akhmed Zakayev.

De acordo com Zakayev, que vive exilado na Grã-Bretanha, o sucessor de Maskhadov será escolhido dentro de poucos dias por um comitê militar.

Segundo o representante, essa decisão será legítima até que sejam realizadas eleições para a escolha de um novo líder.

Segundo Zakayev, a morte do líder rebelde é uma grande perda, mas não representa o último suspiro da resistência chechena.

"Aslan Maskhadov será muito mais perigoso para a liderança do Kremlin morto do que foi durante a vida, quando propôs um diálogo pacífico (com o governo russo)", disse Zakayev.

Operação militar

Maskhadov foi morto por forças especiais russas durante uma operação de forças especiais no vilarejo checheno de Tolstoy-Yurt, na terça-feira.

Segundo o vice-primeiro-ministro da Chechênia, Ramzan Kadyrov, a intenção das tropas russas era capturar o líder rebelde vivo, mas ele foi morto devido a "descuidos de seus guarda-costas no uso de suas armas".

A TV russa exibiu imagens do corpo do líder rebelde de 53 anos em uma poça formada por seu próprio sangue.

"Moderado"

Maskhadov era tido como um rebelde moderado, que defendia o diálogo com o governo russo. Na semana passada, ele afirmou que tudo o que bastava para pôr fim ao conflito no Cáucaso seria "um diálogo cara a cara de 30 minutos" com o presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Sua política era distinta da do líder rebelde Shamil Basayev, que reivindicou diversos atentados contra alvos russos, entre eles a tomada de uma escola em Beslan, na república russa da Ossétia do Norte, em setembro do ano passado. O incidente terminou com mais de 300 mortos, em sua maioria crianças.

O atentado foi atribuído pelo governo russo a Maskhadov e a Basayev, mas Maskhadov, que condenou a tomada da escola, negou qualquer envolvimento com o incidente.

Maskhadov, que havia sido coronel do Exército soviético, comandou as tropas separatistas que comandaram bem-sucedidos combates contra forças russas na guerra travada de 1994 a 1996.

Ex-coronel do Exército soviético, Maskhadov foi eleito presidente da Chechênia em 1997, mas acabou deposto por forças russas dois anos depois, após a Rússia ter enviado tropas à república para conter uma tentativa de independência.

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