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Rússia diz ter matado líder rebelde checheno | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Exército russo disse que o líder rebelde checheno Aslan Maskhadov foi morto durante uma operação na Chechênia das forças especiais da Rússia. De acordo o general Ilya Shabalkin, um porta-voz militar russo, o checheno foi morto no vilarejo de Tolstoy-Yurt. Akhmed Zakayev, um representante checheno em Londres, confirmou a morte de Maskhadov, mas disse que a resistência na Chechênia vai continuar. Após o anúncio feito por militares russos, a TV da Rússia exibiu imagens de um corpo que seria o do líder separatista checheno. Maskhadov era tido como um rebelde moderado por alguns analistas e chegou a exercer a Presidência da Chechênia em 1997, mas foi deposto dois anos depois, após a Rússia ter enviado tropas à república para conter uma tentativa de independência. Segundo o general Shabalkin, Maskhadov estava escondido em um abrigo situado debaixo de um edifício. O líder rebelde checheno comandou os separatistas que travaram combates bem-sucedidos contra forças russas na guerra travada de 1994 a 1996. Autoridades da Rússia atribuíam a Maskhadov e ao outro destacado líder rebelde checheno, Shamil Basayev, a autoria da tomada de uma escola em Beslan, na república russa da Ossétia do Norte, em setembro do ano passado. Maskhadov negou seu envolvimento no episódio e condenou Basayev e seu grupo de militantes, que reivindicaram a autoria do atentado, que terminou com mais de 300 mortos, em sua maioria crianças. O rebelde checheno foi um ex-coronel do Exército russo e ultimamente vinha se mostrando favorável ao diálogo com Moscou - algo rejeitado pelo governo de Vladimir Putin. Maskhadov defendia a independência chechena, mas se dizia favorável à manutenção de um bom relacionamento com a Rússia. |
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