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Mostra nos EUA marca a morte de 1,5 mil americanos no Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os retratos de quase todos os 1,5 mil americanos mortos no Iraque serão mostrados em uma exposição em uma universidade de Nova York. As imagens, a maioria delas pintadas por estudantes de arte, serão colocadas em uma parede de 60 metros da Universidade de Syracuse. "Não é sobre a guerra ou política. É sobre essas pessoas que perderam suas vidas", diz Stephen Zaima, professor da universidade. Segundo a agência de notícias AP, o número de homens e mulheres americanos que morreram no Iraque chegou a 1,5 mil nesta quinta-feira. No entanto, o apoio dos americanos à guerra parece ter se mantido devido ao sucesso das eleições no país em janeiro. Uma pesquisa feita pelo jornal The New York Times e pela CBS e divulgada nesta quinta-feira mostra que 53% consideram bons os esforços dos Estados Unidos em levar ordem ao Iraque, contra 41% há um mês. O americano número 1.500 que foi morto no Iraque era um fuzileiro naval assassinado por insurgentes na província de Babil, ao sul de Bagdá, também segundo a agência de notícias AP. A AP afirma que, desses 1,5 mil mortos, 1.140 morreram devido a ações do inimigo. A agência também diz que 1.362 militares morreram desde maio de 2003, quando o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, declarou o fim da guerra no Iraque após a queda do regime de Saddam Hussein. Os números coincidem com aqueles divulgados pela rede de televisão americana CNN e pelo site que conta as mortes de pessoas que fazem parte da coalizão no Iraque. O Exército americano divulga seus próprios números ocasionalmente. Painéis A exposição em Nova York, chamada To Never Forget: Faces of the Fallen, inclui retratos de 1.483 americanos. As imagens têm dimensão de 13 cm x 18 cm e foram criadas com o uso de lápis, tinta, óleo, aquarela e desenhos de computador. As imagens são baseadas principalmente em fotografias da internet. Alguns dos painéis da mostra foram pintados de cinza, em casos em que não havia uma fotografia para fazer a pintura. Uma das artistas, a búlgara Elena Peteva, disse que o retrato que pintou era baseado no oficial da marinha John D. House, que morreu na queda de um helicóptero um mês depois do nascimento de seu filho. "Ele tinha olhos compreensivos e uma expressão muito doce. Eu sei que ele teria sido um bom pai", diz ela. |
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