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Soldados britânicos são condenados por abusos de iraquianos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Três soldados britânicos foram condenados à prisão pelo abuso de prisioneiros iraquianos. Um tribunal militar na Alemanha determinou diferentes sentenças para os cabos-tenentes Mark Cooley, de 25 anos, e Darren Larkin, de 30, e o tenente Daniel Kenyon, de 33 anos. Todos foram expulsos do Exército. A mais longa, de dois anos, foi imposta a Cooley, considerado culpado de pendurar um prisioneiro numa empilhadeira e arrastá-lo com o veículo em movimento. Ao anunciar a sentença, a máxima permitida, o juiz lhe disse que ele havia "usado o prisioneiro para se divertir" e que o homem "estava absolutamente aterrorizado". Fotografias de soldados britânicos maltratando iraquianos em Basra, no sul do Iraque, foram publicadas em jornais do mundo inteiro. Fotos-troféus Kenyon, o militar de mais alta patente, foi considerado culpado por não relatar casos de abusos envolvendo subordinados. "Você fazia parte de um esquema para produzir fotografias-troféus", disse o juiz, ao anunciar a sentença do cabo. Já o cabo-tenente Larkin, que é mostrado ficando em pé em cima de um prisioneiro numa fotografia, foi condenado a cinco meses depois de se declarar culpado. Os advogados da defesa disseram que os acusados estão sendo usados como "bodes expiatórios" no escândalo. O general das tropas britânicas no Iraque, Michael Jackson, disse ter ficado "chocado e decepcionado" com os abusos e pediu desculpas às vítimas "em nome do Exército". Jackson, no entanto, disse que os casos não significam que existe "uma maçã podre endêmica" nas Forças Armadas britânicas, ressaltando o trabalho de milhares de soldados do país no Iraque. O secretário de Defesa Geoff Hoon, por sua vez, disse ter ficado "profundamente incomodado" com o caso. A defesa tentou justificar o comportamento dos soldados alegando que eles foram orientados a "dar duro" numa operação para capturar e deter saqueadores. Os promotores disseram que a missão, batizada de Ali Babá e comandada pelo major Dan Taylor, foi ilegal diante das Convenções de Genebra. O general Michael Jackson disse que nenhum processo criminal foi movido contra Taylor, mas que ele poderia sofrer uma "ação administrativa". Em uma outra corte marcial realizada no ano passado, o soldado que tirou as fotografias, Gary Bartlam, de 20 anos, foi expulso do Exército e condenado a 18 meses de prisão. Bartlam também deveria ter sido julgado nesta sexta-feira, mas um acordo com a promotoria lhe valeu a retirada de sete das acusações que pesavam sobre ele. |
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