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Atualizado às: 26 de fevereiro, 2005 - 04h38 GMT (01h38 Brasília)
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Soldados britânicos são condenados por abusos de iraquianos
Fotografias dos maus tratos foram parar em jornais do mundo inteiro
Fotografias dos maus tratos foram parar em jornais do mundo inteiro
Três soldados britânicos foram condenados à prisão pelo abuso de prisioneiros iraquianos.

Um tribunal militar na Alemanha determinou diferentes sentenças para os cabos-tenentes Mark Cooley, de 25 anos, e Darren Larkin, de 30, e o tenente Daniel Kenyon, de 33 anos. Todos foram expulsos do Exército.

A mais longa, de dois anos, foi imposta a Cooley, considerado culpado de pendurar um prisioneiro numa empilhadeira e arrastá-lo com o veículo em movimento.

Ao anunciar a sentença, a máxima permitida, o juiz lhe disse que ele havia "usado o prisioneiro para se divertir" e que o homem "estava absolutamente aterrorizado".

Fotografias de soldados britânicos maltratando iraquianos em Basra, no sul do Iraque, foram publicadas em jornais do mundo inteiro.

Fotos-troféus

Kenyon, o militar de mais alta patente, foi considerado culpado por não relatar casos de abusos envolvendo subordinados.

"Você fazia parte de um esquema para produzir fotografias-troféus", disse o juiz, ao anunciar a sentença do cabo.

Já o cabo-tenente Larkin, que é mostrado ficando em pé em cima de um prisioneiro numa fotografia, foi condenado a cinco meses depois de se declarar culpado.

Os advogados da defesa disseram que os acusados estão sendo usados como "bodes expiatórios" no escândalo.

O general das tropas britânicas no Iraque, Michael Jackson, disse ter ficado "chocado e decepcionado" com os abusos e pediu desculpas às vítimas "em nome do Exército".

Jackson, no entanto, disse que os casos não significam que existe "uma maçã podre endêmica" nas Forças Armadas britânicas, ressaltando o trabalho de milhares de soldados do país no Iraque.

O secretário de Defesa Geoff Hoon, por sua vez, disse ter ficado "profundamente incomodado" com o caso.

A defesa tentou justificar o comportamento dos soldados alegando que eles foram orientados a "dar duro" numa operação para capturar e deter saqueadores.

Os promotores disseram que a missão, batizada de Ali Babá e comandada pelo major Dan Taylor, foi ilegal diante das Convenções de Genebra.

O general Michael Jackson disse que nenhum processo criminal foi movido contra Taylor, mas que ele poderia sofrer uma "ação administrativa".

Em uma outra corte marcial realizada no ano passado, o soldado que tirou as fotografias, Gary Bartlam, de 20 anos, foi expulso do Exército e condenado a 18 meses de prisão.

Bartlam também deveria ter sido julgado nesta sexta-feira, mas um acordo com a promotoria lhe valeu a retirada de sete das acusações que pesavam sobre ele.

Iraque
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