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Clérigo muçulmano é condenado por ataque de Bali | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O clérigo muçulmano Abu Bakar Bashir foi condenado a dois anos e meio de prisão por envolvimento nos atentados de Bali, na Indonésia, que mataram mais de 200 pessoas em 2002. No entanto, Bashir foi absolvido da acusação de ter ordenado o ataque. O tribunal indonésio concluiu ainda que não havia provas da ligação do clérigo com o ataque ao hotel Marriott de Jacarta, que deixou 12 pessoas mortas em 2003. O clérigo nega todas as acusações, inclusive a de que lideraria o grupo militante Jemaah Islamiah, supostamente ligado à Al Qaeda, de Osama bin Laden. "Eu não aceito este veredicto. Isso não é justiça", disse Bashir, ao receber a sentença. Reação americana Um porta-voz da embaixada americana em Jacarta saudou o veredicto, mas se disse decepcionado com a sentença, que considerou curta. A promotoria pedia que Bashir fosse condenado a oito anos de prisão. O clérigo, que se diz inocente, já havia sido julgado antes, mas fora absolvido por falta de provas. No julgamento encerrado nesta quinta-feira, Bashir insistiu que não teve participação nos atentados de Bali nem no ataque ao Marriott – ambos atribuídos ao Jemaah Islamiah. Ele disse que apoiava a jihad (guerra santa), mas que era contra a realização de ataques em solo indonésio. Na última sexta-feira, Bashir voltou a acusar os Estados Unidos pelo processo movido contra ele. |
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